A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 11/07/2020
Sabe-se que, desde a Revolução Técnico-Científica, muitos indivíduos ganharam a pressão de se especializarem para a contratação em empregos com alta renda, por meio de profissões que envolvam elevado conhecimento e tecnologia. Apesar de tais conclusões, boa parte dos jovens brasileiros não conseguiram se aperfeiçoar, tanto no âmbito educacional como no profissional, surgindo o termo “jovens nem-nem”, que nem trabalham e nem estudam. Essa questão provém de alguns aspectos, que devem ser combatidos com a finalidade de um melhor futuro econômico para essas pessoas e, consequentemente, para o país, como a evasão escolar realizada hodiernamente e a desigualdade de gênero causada contra mulheres.
Primordialmente, segundo o IBGE, 46% dos jovens nem-nem entrevistados não haviam concluído o ensino médio e 23% o ensino fundamental. Tal dado estatístico comprova que a saída de crianças e adolescentes do âmbito escolar, cometida por problemas pessoais, com estruturas familiares deficitárias ou impasses financeiros, diante da desigualdade social, influencia diretamente na carência de jovens em universidades e em vagas de emprego. Esses indivíduos sentem-se desanimados com a dificuldade gerada pela falta de conhecimento e desistem de procurar melhores condições de vida, pedagogicamente e profissionalmente.
Além dos impasses escolares realizados pelos “jovens nem-nem”, a mesma pesquisa nacional indica que a maioria são mulheres de baixa renda. Isso demonstra que o cuidado doméstico e familiar segue sendo imposto sobre a mulher pobre, como foi desde os primórdios da civilização, com a construção do patriarcado e de uma hierarquia machista. Essa diz que é dever dos homens procurar o sustento da família, diante da educação ou do ofício, automaticamente possuindo maiores salários, e que, segundo a escritora Nísia Floresta e sua primeira obra sobre a luta por direitos femininos à instrução e ao trabalho, deve ser combatido. Dessa forma, muitas jovens, em péssimas condições financeiras e educacionais, não conseguem empregos com altos rendimentos e se deprimem.
Assim, infere-se que é indispensável um projeto de ações públicas pelo Ministério da Educação, em conjunto com as instituições escolares do país, por meio de leis validadas e fiscalizadas, para a permanência de alunos nos colégios brasileiros, com o intuito de um melhor desempenho no futuro profissional e pedagógico. Além disso, é necessário a realização de propagandas sociais, inspirando jovens a entrar no mercado de trabalho e perpetuar a igualdade de gênero. Dessa maneira, o combate aos altos indícios dos “jovens nem-nem” e a especialização solicitada a partir da Revolução Técnico-Científica será efetuada e a economia pessoal e nacional ganhará positivos avanços.