A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 16/07/2020
A segunda metade do século XIX trouxe inúmeras mudanças ao meio econômico, político e social. Nesse recorte, percalços como a necessidade de combater índices ligados a jovens que não estudam nem trabalham estão inseridos nessa realidade de mudança. Nesse sentido, fatores como a influência da população economicamente ativa no meio aliada à uma instabilidade social são reflexos dessa mazela social. Dessa forma, a atuação do Estado na geração nem nem está ligada ao futuro social e econômico do país.
A priori, destaca-se a influência da sociedade na economia do país. Nesse interim, a História mostra que a crise de 1929 tanto em sua origem quanto em sua conclusão possuem raízes no comportamento social. Isso significa que um grande grupo, como os jovens, que estão a margem do processo de atuação do trabalho, ou estudo, afetará, assim como em 29, a esfera de convivência comum, haja vista que haverá um momento que a demanda de serviços públicos será maior que o capital ofertado para a sua manutenção. Dessa forma, é visível a ligação entre a escolha individual e o reflexo na esfera pública.
Além disso, observa-se a instabilidade social gerada ao individuo que está alheio. A vista disso, está o cenário gerado após abolição da escravidão, na qual grande parte da população escrava estava liberta, porém, “jogada nas ruas”. Dessa maneira, a população jovem estará repetindo esse fato histórico, uma vez que, ao se posicionar alheio ao trabalho ou estudo, estará marginalizando-se e contribuindo para consequências sociais já vividas pela sociedade Imperial aos quais se resumiram, em muitos casos, no aumento da violência, insegurança alimentar e a uma situação de miséria. Dessa forma, estruturar jovens indiferentes ao processo produção social é alienar o indivíduo e, em muitos casos, promover o aumento dos problemas sociais.
Portanto, é evidente que a geração nem nem gera mazelas sociais e influência, em alguns casos, negativamente na sociedade. Para solucionar essa problemática, o Estado deve promover o clareamento do ideário popular, por meio do uso das escolas, na qual os alunos devem aprender os valores sociais fora das salas de aula – a exemplo do uso de artes, teatro e outros meios que exijam a atuação mais incisiva dos jovens – a fim de sanar esse percalço que está enraizado na sociedade , sobretudo, enfatizado na infância. Outrossim, o Governo precisa investir em campanhas públicas, a fim de informar as consequências do indivíduo indiferente aos obrigações sociais.