A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 14/07/2020
“Enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social; enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria livros como este não serão inúteis “, afirmou Victor Hugo no prólogo de ‘Os miseráveis ‘. Embora escrita no século passado , a constatação do escritor francês , lamentavelmente ainda é válida para o atual século, principalmente quando se percebe a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Analogamente , a humanidade ainda se vê “miserável” , seja pela desigualdade social , seja pela negligência estatal .
A princípio ,é seguro ratificar que os índices de jovens que não estudam nem trabalham estão intrinsecamente ligado à desigualdade social . Sob esse prisma , o Brasil é considerado o sétimo país mais desigual do mundo , segundo o Data folha . Tal fato , demonstra a elevada taxa de retrocesso a qual, diversos jovens se submetem na atual conjuntura . Juntamente a esse dado, há diversos estudantes que são prejudicados e muitas vezes encontram-se desfavorecidos em relação ao sistema , a exemplo da ausência de recursos básicos ,como , alimentação , transporte e suporte social . Nesse contexto , os estudos tornam-se uma opção inviável , e muitas vezes o mercado de trabalho exige e adota fatores discriminatórios , o que evidencia a geração “nem nem " . Desse modo , nota-se a ausência de ordem e progresso que inibe a equidade na sociedade .
Ademais , é notório ressaltar que o comportamento da geração atual , é fruto da negligência estatal . Nesse viés , a Constituição Cidadã assegura o direito à educação pública a todos , todavia o Poder Executivo não executa adequadamente esse direito , visto que quase 25 milhões de jovens estão fora das salas de aula- de acordo com o G1. Nessa perspectiva , o líder político da África do Sul , Nelson Mandela , estava correto ao afirmar que ’ A arma mais poderosa para mudar o mundo é a educação’ . Sob esse ínterim , o Estado não investe em equipamentos qualificados , livros e materiais didáticos para o ambiente escolar , o que retrata uma retaliação no sistema educacional .
Logo , em virtude dos fatos supracitados, é mister o combate aos índices de jovens que nem estudam nem trabalham . Faz-se necessária , a participação do Estado na figura do Ministério da educação , criar projetos para ser desenvolvidos no ambiente escolar , priorizando o suporte para o sistema educacional , por meio de livros , equipamentos e estrutura ideal , com o intuito de efetivar um ensino de qualidade pública a todos. Além disso é fundamental , a criação de um sistema que auxilie estudantes vítimas da desigualdade social , disponibilizando um valor para custear as despesas com os estudos , a fim de trazer mais jovens para a escola e consequentemente ajuda-los a se formar e ingressar no mercado de trabalho . Doravante , poder-se-à mitigar a ‘asfixia social’ descrita por Hugo.