A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 21/07/2020
O documentário “Quanto tempo o tem” retrata a forma de como a tecnologia evoluiu, fazendo com que a capacitação profissional aumentasse cada vez mais no âmbito trabalhista. Na realidade brasileira, jovens de baixa renda não possuem acesso integrado à educação, gerando uma grande falta de oportunidade em sociedade. Nesse sentido, o problema persiste devido à insuficiência governamental e educacional.
Primeiramente, o descaso governamental dificulta a visibilidade de jovens que buscam uma estabilidade econômica e social. De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cerca de 23% dos jovens brasileiros não estudam e nem trabalham, em sua maioria, estão presentes mulheres de baixa renda. Nesse sentido, observa-se que a desigualdade social interfere no futuro de muitos jovens que são inferiorizados constantemente no mundo atual. Dessa forma, apenas aqueles que dispõem de tempo e dinheiro conseguem dedicar-se ao processo de formação estudantil e profissional. Além disso, segundo o estudo “Se já é difícil, imagina pra mim”, situações relacionadas a pobreza e a discrepância de gênero, levam a diversas limitações que acabam por prejudicar aqueles que necessitam de um sustento. Nessa perspectiva, percebe-se uma falha do governo, que não investe em políticas públicas que deveriam auxiliar seus cidadãos.
Por conseguinte, jovens se veem num cenário longe de ter solução. Desse modo, é de extrema importância ressaltar o alto desemprego no Brasil, de acordo com dados divulgados pelo IBGE, a taxa de desemprego saltou a 12,9% neste ano. Uma vez que, a sociedade está repleta de injustiças, a precarização do trabalhador faz com que a sociedade fique dividida entre classes extremamente inferiorizadas a outras. De acordo com Hanna Arendt “A pluralidade é a lei da terra”. Assim, conforme o embasamento dos direitos humanos, todo cidadão possui direitos básicos, econômicos, sociais e culturais. Destarte, percebe-se uma irresponsabilidade educacional em prol da valorização destes, que necessitam de um espaço adequado em sociedade.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Judiciário, juntamente ao Ministério da Educação e ao Ministério do Trabalho, convocar uma sessão no congresso, com o objetivo de implementar reformas trabalhistas por meio de políticas públicas e melhorar o ensino básico nas escolas, através de investimentos educacionais, a fim de reverter a atual situação de jovens que se encontram sem estudo e sem trabalho, para que assim uma sociedade justa e igualitária seja alcançada. A partir dessas ações, espera-se obter uma melhora nas condições deste grupo.