A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 17/07/2020

A partir da Terceira Revolução Industrial, ocorrida na década de 1970, a exigência pelo trabalho especializado ganhou força, manifestada pela ênfase na produção tecnológica e na sustentação da globalização. Nesse contexto, essa conjuntura reverbera ainda na contemporaneidade e relaciona-se com a perceptível necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Desse modo, isso acontece devido a escassa capacitação profissional e intelectual, o que acarreta desemprego.

A princípio, a desigualdade educacional e econômica favorece aos mais pobres a situação supracitada, visto que eles são a maioria desse grupo não homogêneo, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. À luz disso, segundo o sociólogo Émile Durkheim, existem duas situações numa sociedade: “normal” e “patológica”. Sob essa ótica, a condição patológica impede o progresso e o bem-estar coletivo, evidenciado num ensino insatisfatório aos indivíduos com menor poder aquisitivo.

Ademais, outro fator relevante ao tema são as consequências provocadas por esse cenário. Nessa perspectiva, a população com pouco recursos financeiros também tende ao não custeio de cursos capacitantes, a citar de língua estrangeira, importante no mercado de trabalho globalizado. Dessa forma, por conseguinte, gera o desemprego, o que se configura como um problema nacional, pois a Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo sexto, o direito ao trabalho.

Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação dê subsídios ao tecido social mais pobre para uma melhor qualificação profissional, por meio da formação preparatória. Em suma, tal ação, em parceria público-privada, deve oferecer cursos de inglês e de informática, por exemplo, bem como aumentar o número de escolas nos municípios mais carentes. Assim, objetiva-se evitar o desemprego no Brasil e reduzir o público infantojuvenil que nem estudam e nem trabalham.