A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 28/07/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. Nesse sentido, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, a crise econômica e a inaplicabilidade legislativa são fatores que contribuem para a manutenção da geração nem-nem: a perigosa falta de contribuição para a economia do país.
Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a instabilidade da economia brasileira. De acordo com IBGE, o desemprego no Brasil atinge 12,3 milhões de pessoas, sendo 6 milhões deles o correspondente à juventude. Sob essa óptica, a crise apresenta-se como ditadora das oportunidades destinadas aos jovens, pois, com a escassez de empregos no mercado de trabalho, eles se veem sem opções para possibilitar a contribuição financeira no meio familiar e tributária. Nessa perspectiva, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.
Ademais, a inaplicabilidade legislativa é um fator determinante para persistência do problema. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo quinto que todos possuem o direito ao trabalho formal. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso pois, apesar deste privilégio estar assegurado na Carta Magna, as leis trabalhistas não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando o ingresso dos jovens no mercado trabalhista por meio da informalidade, a exemplo dos motoristas de aplicativo e a ausência da ação estatal nesse setor, demonstrando a nociva insuficiência legislativa.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho e o MEC ajam em parceria e realizem cursos profissionalizantes, além de incluir nas escolas a obrigatoriedade da inclusão de aulas práticas no currículo de todas as disciplinas, por meio da escola em tempo integral, em que o aluno terá a base teórica no período da manhã e desenvolverá essas habilidades de tarde. Feito isso, será possível ampliar possibilidades destinadas à juventude e criar uma nova estrutura educacional, para, assim, verdadeiramente capacitar os cidadãos e inseri-los no mercado de trabalho.