A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 29/07/2020
De acordo com o filósofo Imannuel Kant: ”O homem é aquilo o que a educação faz dele”. Nessa perspectiva, o homem é resultado do ensino que recebe. Logo, a educação é capaz de transformar o indivíduo e, consequentemente, a sociedade, já que sem a educação a sociedade não evolui e não gera empregos. Sob essa ótica, percebe-se a necessidade combater as taxas de jovens que não estudam e trabalham na sociedade brasileira. Muitos são os fatores o levam à desistir de estudar, como gravidez na adolescência e a necessidade do abandono da escola para trabalhar. Portanto, são necessárias ações governamentais, visto que as consequências dessa conjunta são alarmantes, como a contribuição para a desigualdade de gênero e uma crise econômica.
Nessa conjuntura, o filme americano “Juno” aborda a história de uma jovem, que com apenas 16 anos de idade passa por dificuldades sociais, físicas e psicológicas em decorrência de uma gravidez precoce indesejada, sendo obrigada à abandonar os estudos por consequência da gravidez. Fora da ficção, situações similares a da personagem são agravadas por fatores externos, como a crise econômica que impossibilita as jovens mães, principalmente as desqualificadas educacionalmente, a ingressarem no mercado de trabalho. Dessa forma, a gravidez na adolescência corrobora com os altos índices da ”geração nem-nem” e, por conseguinte, no aumento da desigualdade de gênero.
Ademais, Dados do IBGE dizem que 11,8% dos jovens entre 15 e 17 anos - o equivalente a 1,1 milhão de pessoas - estavam fora da escola em 2018, pode-se fazer uma relação do processo de evasão escolar com a idade próxima à de entrada no mercado de trabalho. Na cenário brasileiro do século XXI, a população marginalizada abandona à escola para trabalhar e ajudar em casa, visto que não possuem condições de apenas estudar, isso corrobora para maiores desigualdades sociais já que a educação é o único meio de ascensão social.
Destarte, medidas devem ser efetivadas a fim de mitigar o cenário contemporâneo. É de competência do Ministério da Educação a efetivação de medidas educativas, como palestras sobre prevenção sexual, por meio da presença de médicos que debateriam sobre o assunto, a fim de combater a gravidez da adolescência. Além disso, cabe ao Governo inserir os jovens no mercado de trabalho e em faculdades, por intermédio da ampliação de vagas públicas e incentivo financeiro a microempresários e artistas, com finalidade de diminuir as consequências da geração ”nem-nem” no setor financeiro.