A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 01/08/2020

No início da música “Que país é esse?”, da banda Legião Urbana, Renato Russo evidencia que os governantes não respeitam a constituição brasileira, porém, todos acreditam no futuro da nação. Apesar de antiga, essa canção retrata muito bem o atual cenário social brasileiro. Sob essa ótica, pode-se analisar a contrariedade existente no país, no que diz respeito ao crescente número de jovens que nem estudam e nem trabalham. Assim sendo, esse cenário deve ser combatido, pois é reflexos da falta de atos constitucionais por parte do Estado e, consequentemente, um descaso com o futuro do Brasil.

Em primeiro plano, ganha particular relevância a obrigatoriedade do governo em combater o desemprego e a falta de escolaridade para os jovens. Vale observar que, a então conhecida como Constituição Cidadã, aprovada em setembro de 1988, garante aos cidadãos brasileiros diversos direitos, dentre eles, a assistência aos desamparados. Tendo em vista que os adolescentes sem oportunidades escolares e profissionais são, em sua maioria, aqueles com menos condição financeira para acessar a educação, é dever dos governantes auxilia-los. Contudo, esses cidadãos, desamparados por falta de acesso aos meios educacionais, devem receber condições para acessa-los e garantir o futuro do país.

Em segundo plano, ganha particular relevância a importância de assegurar educação e labor para os cidadãos juvenis. De acordo com o religioso Henri Lacordaire a sociedade não é mais que o desenvolvimento da família. Sob esse prisma, pode-se entender que o autor do pensamento visualiza a educação adquirida na juventude como sendo aquela que direciona o caminho de um corpo social. Portanto, garantir uma boa educação, principalmente voltada ao meio técnico, para os adolescentes é essencial para promover uma geração de profissionais qualificados e aptos a ingressarem no mercado de trabalho.

Diante desse cenário, é necessária uma ação que, ciente do crescente número de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil, busque minimizar esse quadro. Cabe ao Ministério da Educação, em conjunto ao Poder Legislativo, a tarefa de ampliar o número de escolas técnicas públicas existentes no país. Esse projeto deve ocorrer por meio de uma lei de incentivo fiscal àqueles estados que implementarem escolas técnicas de nível médio na capital e nos interiores. Também, deve ser considerado o número mínimo de 5 ambientes escolares  por estado para que o incentivo ocorra. Assim, cada escola técnica fornecerá cursos voltados ao que o mercado de trabalho necessita e as empresas poderão buscar seus funcionários diretamente nas instituições. Então, realizando tais medidas, os direitos constitucionais serão alcançados quando os jovens desamparados forem auxiliados na formação técnica e, assim como criticado por Renato Russo, todos poderão acreditar no futuro da nação.