A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 10/11/2020
Durante a década de 1990, surgiram discussões acerca com jovens que nem estudam e nem trabalham. Nos dias atuais, cerca de 23% da população brasileira entre 15 e 29 anos está nessa classificação, mas nem sempre porque querem. Há, por isso, uma discussão massificada nos meios telecomunicativos sobre as perspectivas da geração “nem-nem”. Aliás, esse é um assunto que envolve não somente o preconceito generalizado, mas também a falta de orientação vocacional. Todavia, um ponto é fundamental: apesar de ser desafiador amenizar os efeitos de tal problemática, é possível vencê-los com a adoção de medidas eficazes.
Em primeira instância, essa situação é um problema pois gera preconceitos em relações aos jovens, indicando a ideia de improdutividade. Isso pode ser visto em uma pesquisa feita pelo IPEA, afirmando que 31% desses jovens estão à procura de um emprego, e mais da metade se dedica aos trabalhos domésticos ou atividades produtivas. Apenas 5% desses jovens realmente não realizam nenhuma tarefa. Assim, elas geram idealizações e julgamentos da população relacionados a esses jovens, podendo trazer problemas de autoestima ou ansiedade para eles. Tais fatores deixam clara a gravidade do percalço.
Em segunda instância, esse problema é difícil de ser resolvido, porque há o estereótipo em relação ao que seria o trabalho produtivo, descartando as atividades domésticas, conforme pode ser visto no filme Armações do Amor, cuja personagem principal não trabalha fora de casa, mas auxilia os pais, que já são idosos, nas tarefas domésticas. Mesmo assim, o jovem é julgado não apenas por seus amigos, mas por sua família, que tenta tirá-lo de casa. Assim, ocasiona problemas como insegurança, receio e até mesmo doenças psicológicas ao jovem. Dessa forma, é visível que o assunto em estudo é desafiador.
Diante desses fatores, é inegável que as perspectivas da geração “nem-nem” exige a adoção de medidas eficazes. Uma delas cabe ao Ministério do Trabalho fornecer os meios necessários para garantir que o jovem à procura de trabalho consiga um emprego digno, através de campanhas que incentivem empresas a contratarem pessoas iniciando no mercado de trabalho. Assim, tendo como objetivo reduzir o número de jovens acusados injustamente de improdutividade. Por fim, é de responsabilidade do Estado criar campanhas que valorizem o trabalho doméstico realizado por muitos desses jovens, que estão ajudando em casa, por meio de auxílios, com o intuito de valorizar o jovem que está dentro de casa, mas ainda sim tendo tanto trabalho quanto alguém que está na rua. Com tais atitudes, é possível solucionar o problema.