A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 06/08/2020
‘‘O homem é condenador a ser livre’’. Segundo Jean Paul Sartre, a vida e a liberdade individual fomentam tamanha importância que, de acordo com o seu pensamento existencialista, o essencial é viver da melhor forma possível na cidadania do corpo social. No entanto, no Brasil, os altos índices de jovens desocupados desequilibram as condições sociais que estruturam a isonomia ao bem-estar, encontrando estímulos na carência da educação e uma atuação secundária do Estado no progresso social.
Precipuamente, Du Bois, um ativista político, implicas as falhas na perspectiva de um progresso humano ao abordar a carência de educação que, de acordo com o Ministério da Educação e Cultura (MEC), alveja 11% da população, e o desemprego nos indivíduos jovens. Em outras palavras, a escassez de investimentos no setor educacional mascara e tolera o pensamento fundamentalmente orientado pela tendência de uma educação como ferramenta capitalista, segregando a população de baixa renda. Analogamente, a concentração de renda realça a inquietação social, moldando o colonialismo em uma estrutura moderna. Em contraposição, Jean Jacques Rousseau, defendia a cessão do poder legislativo, o qual ocasionaria uma eliminação da desigualdade e injustiça, promovendo um sentimento de participação na sociedade.
Por conseguinte, acerca do panorama supracitado, notamos reflexos do Estado atuando como uma Instituição Zumbi, segundo a obra ‘‘Sociedade líquida’’ do escritor Zygmunt Bauman. Por consequência, sua forma existe e se perpetua, mas sem padrões e redirecionamentos, perdendo contato com as virtudes naturais da sociedade, desconsiderando as instabilidades socioeconômicas como, por exemplo, a falta de políticas públicas que integrem a população jovem em sua completa cidadania. Outrossim, os elevados índices da desocupação apontam uma sociedade baseada em uma falsa democracia, fortificando um domínio social e econômico que arquiteta um comitê para administrar o interesse da velha burguesia.
Portanto, é necessário que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira, urge que o MEC crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalhem a importância do exercício à isonomia do bem-estar, fundamentada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. Sob essa finalidade, o Ministério Público Federal, por meio de ações judiciais avaliadas com prioridade pelo Poder Judiciário, deve assegurar as condições de educação e emprego, incentivando os estudos, principalmente em áreas marginalizadas, promovendo a estima pelo conhecimento e desenvolvendo um país forte em isonomia.