A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 10/08/2020

Sabe-se que, no século XXI, o Brasil enfrenta um grave problema relacionado às elevadas taxas de indivíduos entre 18 e 29 anos que não estudam e não trabalham. Esse cenário alarmante está relacionado às ideologias liberais, que, muitas vezes, negligenciam a importância do jovem no contexto nacional ao priorizar os investimentos em setores que dão lucro mais rapidamente. Tal fato está ligado à ineficácia do Estado e do empresariado em combater essa problemática.

Nesse contexto da incompetência do poder público, pesquisas divulgadas pelo site de notícias G1 mostram que, em 2018, cerca de 30% dos jovens não estudam e não trabalham. Esse panorama aflitivo evidencia o despreparo e o desleixo do governo que, apesar de garantir, na Carta Magna, o direito de todo cidadão a educação, que visa o desenvolvimento pessoal, tanto no contexto social, exercendo sua cidadania, quanto no cenário econômico, qualificando-se profissionalmente e, consequentemente , contribui na inserção no mercado de trabalho. Entretanto, essa prerrogativa está sendo negligenciada, causando, paralelamente, o aumento de jovens desempregados, o que afeta a economia do país, além de intensificar a quantidade de mão de obra desqualificada devido à evasão escolar. Assim cabe ao Governo Federal realizar medidas que viabilizem a inserção dos jovens tanto no mercado de trabalho, quanto nas instituições de ensino.

Ademais, uma parcela dos empresariados nacionais possuem um paradigma ideológico arcaico, menosprezando a importância de se contratar jovens para trabalhar nas empresas. Tal pensamento retrógrado está relacionado a inexperiência desses indivíduos perante ao emprego almejado, pois, apesar de, muitas vezes,  serem concludentes do ensino superior, ainda não adquiriram proficiência nas habilidades práticas. Entretanto, a contratação de pessoas na idade juvenil é de extrema relevância, pois , posteriormente, tais indivíduos estarão altamente qualificados para exercer suas respectivas funções nas empresas, contribuindo, consequentemente, com o aumento do lucro dessas organizações.

Portanto, o Estado, por meio de uma administração mais responsável do dinheiro público, deve intensificar investimentos no setor educacional, com o fito de evitar a evasão escolar, contribuindo, por conseguinte, com a diminuição da mão de obra desqualificada, o que resulta no aumento de pessoas entre 16 e 29 anos de idade no mercado de trabalho. Outrossim, os empresariados brasileiros, mediante a busca de informações sociológicas que relacionem a contribuição da contratação de jovens pelas empresas, devem empregar e dar o suporte laboral necessário para tornar esses indivíduos futuros funcionários qualificados, o que irá colaborar positivamente no progresso da empresa.