A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 11/08/2020

Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant: ´´O ser humano é aquilo que a educação faz dele´´. Porém, com a precariedade do ensino público no Brasil, muitos jovens, ao concluir o ensino médio não conseguem ingressar na universidade e que, por conseguinte acabam falhando ao procurar emprego. Todavia, não só problemas relacionados a desigualdade de gênero, mas também a falta de apoio, tanto familiar, quanto escolar contribuem para este fenômeno.

De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), dois em cada dez jovens não estudam e nem trabalham, ou seja, 23% dos jovens brasileiros. Em seguida, dentro dessa estatística as mulheres são a maioria, em decorrência da gravidez na adolescência ou dos afazeres domésticos. Por isso, a dificuldade de entrar no mercado de trabalho é ainda maior ora por discriminação do empregador, ora por falta de tempo ao cuidar da criança. Por outro lado, a população de baixa renda sofre pela falta de oportunidade, qualidade e incentivo por parte do governo que não oferece ensino gratuito eficiente.

Entretanto, o incentivo da família e da escola são de suma importância, sendo estes um dos tripés do indivíduo e que irá auxiliar no momento de decisões importantes. Do mesmo modo, o problema também ameaça a produtividade do país ocasionando, destarte, uma deficiência nos principais setores da economia devido a desqualificação em aspectos específicos.         Portanto, os problemas dos jovens brasileiros, podem prejudicar tanto o futuro do país quanto a si mesmos. Logo, o Governo Federal e o Ministério da Educação devem a partir da construção de creches, assegurar um ensino público de qualidade e com programas de incentivo ao estudante. Além disso, através da aplicação eficiente do programa Aprendiz Legal é possível incluí-los no mercado de trabalho.