A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Denominada como geração nem-nem, jovens que não estudam e não trabalham configuram uma parcela problemática no Brasil. Tal cenário é refletido por jovens que não participam da população economicamente ativa, além da má condição de vida desses, panorama que gera a necessidade de medidas interventivas.
Concernente à temática da economia brasileira, essa geração apresenta dificuldade para inserção no mercado de trabalho formal. Essa premissa é validada pela não conclusão de um ensino superior, aliado à crise laboral brasileira, o que converge para a atuação de jovens em empregos informais ou a opção de desistência do estudo, fator propício nacionalmente segundo a pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) que, em 2018, averiguou cerca de 31% dos jovens nem-nem à procura de emprego. Nesse sentido, a falta de oportunidades acentua a crise econômica do país com o desemprego hodierno e o aumento do mercado informal que não contribui para o capital nacional.
Ademais, a questão do bem-estar dessa geração nem-nem é de suma relevância no contexto brasileiro. Essa assertiva relaciona-se a desigualdade social no país que impossibilita o acesso ao estudo por muitos jovens, sendo a educação um direito social de todo cidadão, por falta de recursos que exigem desse grupo juvenil o auxílio no sustento do lar, como também obrigações familiares em casos de gravidez precoce. Tal realidade necessita de politicas públicas para garantir o ensino igualitário e, por conseguinte, a ascensão social de grupos com menor poder aquisitivo sendo, desse modo, um direito social, previsto na Carta Magna nacional, assegurado aos jovens.
Portanto, é imprescindível a adoção de ações que mitiguem a geração nem-nem no Brasil. Para tanto, o Ministério da Educação deve garantir uma qualificação de jovens para o mercado, mediante o investimento no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), para oferecer cursos profissionalizantes e uma assistência financeira, com o intuito de ampliar vagas laborais para essa parcela. Outrossim, o Governo Federal deve oferecer condições para famílias com menor poder aquisitivo, por meio de programas, como o Bolsa Família, com o objetivo de ofertar uma educação igualitária.