A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 01/09/2020
De acordo com o sociólogo Max Weber, em sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, desde a formação do sistema moderno de acumulação de lucros monetários, o trabalho foi visto como um valor atribuído ao homem. Isso posto, sua relevância, no século XXI, ultrapassa questões individuais e atinge o conjunto social, afetando os objetivos humanos, como a Educação, a qual é um meio para exercer a atividade trabalhista desejada. Contudo, é preciso combater os elevados índices de jovens que nem estudam nem trabalham, no Brasil hodierno, para, assim, fomentar a economia nacional e diminuir a desigualdade social.
Sob esse viés, com as elevadas taxas de pessoas economicamente inativas, o progresso nacional é prejudicado, pois o gasto se torna maior que a renda gerada “per capita”. Em consonância a isso, segundo a Organização Mundial do Comércio (OCDE), o país que está no final da Transição Demográfica - possui maior parte da população economicamente ativa - que apresenta o maior Produto Interno Bruto (PIB) registrado. Desse modo, é necessário minimizar o número de jovens fora do mercado de trabalho, por intermédio de programas de auxílio governamental para aqueles que procuram o primeiro emprego, o que favoreceria o combate contra o desemprego estrutural que prejudica o desenvolvimento do país.
Outrossim, a Revolução Técnico-Científica apresentou ao mundo uma conjuntura baseada na competição pelo melhor desempenho entre os indivíduos. Nesse tocante, a qualificação profissional, por via do estudo, mostra-se ainda mais essencial como forma de destaque qualificativo da população, principalmente em áreas carentes, pois é com ela que há a modificação da realidade individual. Haja vista os grandes números de jovens sem estudar e sem se profissionalizar, a erradicação da desigualdade social torna-se mais difícil, o que torna a nação uma das mais desiguais do mundo. Portanto, é imprescindível que o Estado disponha aos cidadãos a oportunidade de obterem uma educação pública de qualidade e de desenvolverem um papel na comunidade.
Destarte, é impreterível que essa problemática seja superada. Para isso, o Ministério do Trabalho deve motivar a inserção da sociedade no mercado de trabalho, por meio da criação de novos programas sociais, os quais disponibilizem um número de vagas em empresas e instituições para profissionais qualificados em busca da primeira experiência, a fim de contribuir para o progresso do país. Ademais, o Ministério da Educação deve criar mais cursos profissionalizantes, os quais estejam localizados em bairros carentes, com o fito de proporcionar a oportunidade de jovens de baixa renda exercerem uma ocupação. Somente assim, esse desafio seria solucionado devidamente.