A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 09/09/2020

Segundo o papa Francisco os jovens são a “janela do futuro”, necessitando, assim, de condições para que possam se desenvolver. Todavia, não é o observado no Brasil, já que muitos jovens nem estudam e nem trabalham, causando um grande problema, por conta da negligência do Estado para com a educação e a discriminação da sociedade em relação a esses indivíduos.

A priori, o país apresenta uma grande falha no quesito educação. Dessa forma, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pessoas com idades entre 14 e 29 anos, 20% delas, não tinham terminado alguma das etapas da educação básica. Nesse ínterim, evidencia-se o quão o Estado está despreocupado com a evasão, pois não cria um ambiente com serviço de qualidade e nem acolhedor, um dos principais motivos de saída, de acordo com a Galeria de Estudos e Avaliação de Iniciativas Públicas (GESTA). Portando, o Brasil necessita reverter esse panorama.

Outrossim, com jovem fora da escola a inserção no mercado de trabalho fica mais complexa. Nesse sentido, o indivíduo se encontra em um patamar onde não consegue estudar, nem trabalhar, pois há um pensamento na sociedade que esses jovens não querem nada com a vida, acabando, então, a desestimularem sua busca por mudanças. Destarte, essa atitude afeta a “vontade de potência”, parafraseando Friedrich Nietzsche, que abre caminhos e possibilidades para a humanidade, intrínseca a felicidade e esperança. Logo, nota-se que essa problemática deve ser mitigada.

Em suma, urge combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham. Dessa maneira, é mister que o Ministério da Educação, por meio de pesquisas e entrevistas com alunos e professores, crie um ambiente bom e acolhedor, com recursos e oportunidades, por exemplo, jardinagens e mentorias, para que permita o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, cognitivas e interpessoais, evitando a saída. Ademais, é preciso que o Estado, pelo intermédio de propagandas e meios de comunicação, informem aos cidadãos a necessidade de incentivar os indivíduos que estão nesse senário, a fim de que haja um maior engajamento e não desencorajamento. Por conseguinte, será possível que os jovens se desenvolvam adequadamente e sejam a “janela do futuro”.