A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 31/08/2020
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), nas últimas duas décadas, houve um grande aumento no número de jovens que não estudam nem trabalham no país. Nesse viés, ao analisar o contexto atual do Brasil, pode-se inferir a modernidade como um dos principais fatores que apoiam o aumento desse índice e que propicia para que esses indivíduos sejam marginalizados socialmente. Nesse contexto, urgem medidas para reduzir a quantidade desses jovens sem trabalho e/ou estudo no país.
Em primeiro lugar, é importante salientar o papel da contemporaneidade como um dos aspectos que mais contribui para o desemprego e a evasão escolar. De fato, segundo o sociólogo Zygmund Bauman, a atualidade pode ser considerada como uma modernidade líquida, que se caracteriza devido à fluidez e a efemeridade das coisas. Dessa forma, isso dificulta a procura de emprego, uma vez que são necessárias cada vez mais qualificações para as vagas. Ademais, conforme dados do (IBGE), um quarto dos alunos, que iniciam a universidade ou a escola não as conclui em virtude de problemas financeiros. Assim, a modernidade estimula o desemprego, por conseguinte, esse pode levar à evasão escolar, a qual diminui as qualificações na busca por trabalho, levando a um circulo vicioso que aumenta, dessa maneira, o número de jovens que não estudam nem trabalham no país.
Por conseguinte, parte desse grupo pode acabar sendo marginalizado socialmente. Nessa lógica, conforme o sociólogo Willian Summer, isso acontece devido ao viés social, conceito que explica que os indivíduos selecionam pessoas que possuem características e hábitos semelhantes para fazerem parte do seu circulo social. Sendo assim, por não estudar nem trabalhar, tais cidadãos tendem a ter mais dificuldade em fazer parte de determinados grupos sociais e, por isso, podem acabar sendo marginalizados. Desse modo, é evidente que não estudar e o desemprego são entraves pra a socialização dessas pessoas.
Portanto, diante de tal contexto, é dever do Governo, em conjunto de empresas, por meio de parcerias público privadas, criar políticas de inclusão de jovens, principalmente os de condições mais pobres, no mercado de trabalho formal, com horário que possibilite o estudo dessa população. Com intuito de quebrar o ciclo vicioso supracitado, possibilitando para que esses indivíduos tenham melhores condições pra conseguir trabalhos estáveis e estudar, acabando, assim com os empecilhos que levam à marginalização social desse grupo.