A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 01/10/2020
A Constituição Federal Brasileira assegura a inviolabilidade do direito à igualdade, o que implica em condições de vida digna a todos os residentes do Brasil. No entanto, na prática, esse direito é corrompido, uma vez que existem jovens que não conseguem ter acesso nem ao estudo nem ao trabalho, que os torna cidadãos em situação de desigualdade social. Nesse sentido, podem-se destacar, como principais entraves ao combate os altos índices de jovens nessa situação, a falta de capacitação e a sobrecarga das obrigações familiares.
Em primeiro plano, a falta de capacitação profissional dos adolescentes recém saídos do ensino médio dificulta a entrada no mercado que, consequentemente, ficam sem opções mesmo com o desejo de serem empregados. Nesse viés, “Ninguém respeita a constituição/ Mas todos acreditam no futuro da nação’’ trecho obra musical “que país é esse?” da Banda Legião urbana explana sobre o descaso do governo em gerar condições dignas de estudo para os adolescentes e ironiza a esperança em um futuro melhor nessas condições. Com esse paralelo, o “futuro da nação” está nos jovens e a crença em um futuro melhor precisa estar atrelada a investimentos presentes na educação da população mais nova.
Outrossim, Gravidezes na adolescência, responsabilidade em zelar pelos irmãos mais novos e os afazeres domésticos muitas vezes são delegadas aos novos adultos, o que impede a busca pela educação, criando uma barreira entre o jovem e a ascensão educacional. Nesse cenário, a animação “Lilo e Stich”, mostra a dificuldade de Nani em encontrar um emprego ao mesmo tempo que cuida da irmã mais nova, dramatizando a dificuldade real que alguns jovens enfrentam na busca pelo primeiro emprego. Por essa razão, o governo federal deve implementar políticas públicas que visem amparar famílias em situações de vulnerabilidade social para que a obrigação não recaia nos jovens.
Portanto, o combate aos altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham faz-se imprescindível e urgente. Por esse motivo, o Ministério da Educação- que é o responsável por todo o sistema educacional brasileiro- deve incluir na grade curricular do ensino médio cursos profissionalizantes que visem a preparação do aluno para o mercado de trabalho. De forma síncrona, esse trabalho deve ser feito no contra turno da aula e ser ministrado por profissionais de diversas áreas com o intuito de fornecer opções para os vários perfis de estudantes. Dessa maneira, formar-se-ão pessoas capazes de enfrentar o mercado empregatício de fora justa e igualitária, assim como acontece com os alunos dos Institutos Federais, onde já ocorre a capacitação profissional.