A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 20/09/2020
No seriado “A grande família”, Tuco é um jovem que, sendo sustentado financeiramente por seus pais, nega-se, constantemente, a estudar ou a trabalhar. Esse cenário ilustra o índice de jovens brasileiros que nem trabalham e nem estudam — 23%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Assim, torna-se necessário analisar esse fenômeno, visto que ele prejudica as relações familiares dos indivíduos e a mobilidade social.
Primeiramente, cabe salientar que essa conjuntura, muitas vezes, impacta, negativamente, a relação entre essas pessoas e os seus familiares. Nessa perspectiva, pode-se observar, no decorrer da história de Tuco, as intensas discussões que ele tem com o seu pai, Lineu, o qual não concorda com o modo de vida do jovem. Esse panorama evidencia a capacidade desse fenômeno de desestabilizar as relações sociais desse grupo social, criando constantes conflitos, o que é grave.
Além disso, o potencial de ascensão social desses indivíduos é afetado. Isso porque, através do estudo, há a especialização da mão de obra e, consequentemente, o acesso a empregos que forneçam maiores salários, possibilitando a mudança de classe social. Dessa forma, uma vez que não adquirem os conhecimentos técnicos requeridos pelo atual mercado de trabalho brasileiro, jovens como Tuco, quando inserem-se nesse mercado, recebem salários mais baixos, ou seja, que não são suficientes para subir na hierarquia das classes sociais.
Portanto, torna-se evidente a urgência do combate ao alto índice relatado pelo IPEA. Deste modo, cabe à mídia, grande veículo formador de opinião, criar campanhas publicitárias que retratem, especificamente, como essa problemática prejudica as relações sociais e a mobilidade social da juventude, a fim de instigá-los a estudar e a trabalhar. Essas campanhas devem ser divulgadas por meio das redes sociais, da televisão, do rádio e da mídia impressa. Dessa maneira, cenários como o relatado em “A grande Família” serão evitados.