A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 13/09/2020

Em 2008, a Espanha enfrentou uma grave crise de desemprego na classe juvenil, como consequência de um problema na economia europeia. Atualmente, no Brasil, os jovens que nem estudam nem trabalham centralizam diversas discussões. Tal temática deve ser analisada, principalmente, rente a forma precária com a qual o governo trata o estudante.

Primeiramente, vale ressaltar que conhecer, saber e interpretar são conceitos abrangentes e, demasiadamente, subjetivos, como destacou Sócrates nos contos de Platão. Porém, é necessário tratá-los para obter melhoras enquanto espécie. Nessa perspectiva, o estudante - “aqueles que buscam a iluminação do saber”, segundo Platão - tem sua função tão válida para a sociedade como qualquer outro trabalhador. Devendo, então, receber boas remunerações relativas aos seus esforços.

Entretanto, isso não é o que se observa no sistema brasileiro, sobretudo governamental, quando se analisa as altas taxas de evasão escolar - pois alguns estudantes têm de optar entre estudar com auxílios insuficientes ou trabalhar para sobreviver - mostradas pelo Ministério da Educação. Além do mais, ao adentrar o mercado de trabalho, o estudante, na maioria das vezes inexperiente, fica sujeito ao desemprego. Logo, podendo se tornar um “nem nem”.

Portanto, para diminuir o número de pessoas consideradas “inúteis”, o governo deve moldar o jeito de enxergá-las. Pode-se obtê-lo oferecendo remuneração ao estudante, tratando-o, doravante, como empregado público, via edição de lei complementar clara quanto a disponibilização de vínculo empregatício para o estudante. Assumindo, assim, que o “trabalhador do saber” contribui para uma sociedade mais autossuficiente, como queria Platão.