A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 21/09/2020
No caput do artigo sexto da constituição federal do Brasil é assegurado o direito a educação e ao trabalho, no entanto é possível observar que uma parcela da população, em especial os jovens, não tem esses direitos assegurados. Cabe ressaltar, que a condição que se encontra nesse grupo, muitas vezes não é por vontate própria. As dificuldades em se manter na escola e ingressar no mercado de trabalho atigem principalmente os jovens de baixa renda.
A priori, a evasão escolar é um dos grandes desafios da educação brasileira. Segundo os dados do IBGE, cerca de 20% dos jovens entre 14 e 29 anos não terminaram alguma etapa da educação básica. A falta de investimento no sistema educacional corrobora para esse alto índice e somado a isso estão as responsabilidades domésticas em cuidar de outros parentes, sendo muitas vezes um filho precoce, o que se torna uma barreira para finalizar os estudos.
Em segundo plano, a inserção no mercado de trabalho está intrisecantemente ligado a uma boa formação acadêmica. Apesar de um grau elevado de instrução não garantir uma vaga de emprego, uma qualificação pode aumentar a taxa de sucesso. Num mundo cada vez mais globalizado, é compreensível que as empresas opte por profissionais mais qualificados e experientes, e nesse ponto ocorre um paradoxo, pois muitas vagas de emprego requerem experiência, o que se torna algo impossível a quem procura o primeiro emprego.
Nesse sentido, cabe ao poder público, no curto prazo a criação de políticas junto ao ministério da educação para a redução escolar, oferecendo, preferencialmente aos jovens de baixa renda, assitência financeira e cursos de capacitação técnica. A longo prazo, outra medida interessante é criação de leis que determinem que cada empresa, tenha em seu quadro de funcionários, um percentual minímo de jovens.