A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 01/10/2020
É notório que o alto índice de jovens que nem estudam e nem trabalham têm causado diversos problemas em escala mundial, no Brasil, popularmente conhecidos como “ geração nem-nem”, já passam dos 20 milhões, segundo pesquisas divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dentre tantos fatores relevantes, destacam-se: o agravamento da crise econômica e o crescimento da informalidade. Logo, faz-se necessário uma análise desses fatores a fim de mitigar tais entraves que afetam o crescimento nacional.
Primeiramente, em consequência da falta de incentivos no setor educacional, os jovens brasileiros não conseguem produzir de acordo com seu potencial, o que só piora os problemas econômicos vivenciados pelo Brasil, causados principalmente pela má gestão. Nesse sentido, de acordo com o filosofo Imannuel kant: “O ser humano é aquilo o que a educação faz dele”. Depreende-se, a importância do combate ao elevado índice de jovens que não contribuem para a economia nacional por não receberem devida preparação educacional. No tocante a isso, podemos citar países como o Japão que mesmo depois de perderem a segunda guerra mundial de forma catastrófica, se reergueu como terceira maior economia mundial devido, dentre outros fatores, ao seu foco nacional na educação dos jovens.
Por outro lado, a alarmante taxa de jovens brasileiros que não trabalham e nem estudam colabora para o crescimento da informalidade, ou seja, cada vez mais brasileiros ficam sem a proteção das leis trabalhistas. Nesse contexto, são quase 40 milhões de trabalhadores desamparados, segundo dados divulgados pelo IBGE. Entende-se que, na necessidade de ingressar no mercado de trabalho, os jovens se veem sem as qualificações técnicas ou profissionais necessárias para um conseguirem uma vaga formal e acabam tendo como única opção a informalidade. Percebe-se, então, a urgência de medidas que objetivam resolver esses problemas.
Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação deve investir na melhoria do ambiente escolar, formando professores que entendam o contexto da nova geração brasileira, de modo que o torne mais acolhedor para os estudantes – no sentido de atrair aqueles alunos que se sentem deslocados pelo sistema atual - a fim de diminuir a evasão escolar e colaborar para a redução dos números de jovens que não estudam e nem trabalham. Paralelamente, o Ministério do Trabalho deve lançar medidas que incentivam a criação de empregos formais. Dessa forma, só assim a nossa nova geração poderá deixar de ser taxada de “geração nem-nem” e contribuir para o fim da crise econômica com todo seu potencial.