A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 06/10/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a educação configura como sendo um direito de todos e dever do Estado que visa, entre outros fatores, a qualificação dos cidadãos para o trabalho. No entanto, observa-se que a realidade atual apresenta divergências com esta afirmação, uma vez que os altos índices de jovens que nem trabalham e nem estudam revelam notória defasagem presente na educação, ocasionando dificuldade na inserção de jovens no mercado de trabalho.
A princípio, é importante salientar que atualmente ainda há grande defasagem no âmbito educacional no Brasil. Segundo uma pesquisa divulgada pelo IBGE, mais da metade dos brasileiros de vinte e cinco anos ou mais não concluiu a educação básica, que compreende o ensino fundamental e médio. De acordo com a pesquisa citada anteriormente, as taxas de concluintes do ensino superior são ainda menores, comente cerca de 20%.
Em decorrência deste e de outros fatores, a difícil inserção de jovens no mercado de trabalho é um contratempo presente na sociedade brasileira. Este é um fato que se deve em parte aos requisitos comumente exigidos em processos de contratação, que são muitas vezes contraditórios ao se considerar um jovem recém formado no ensino médio, como tempo mínimo de experiência em determinado setor.
Nota-se, portanto, que a defasagem presente na educação influencia diretamente na inserção ao mercado de trabalho e acarreta índices consideráveis de jovens que não trabalham e nem estudam. Nesse âmbito, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura incentivar o estudo por meio da criação de projetos educacionais que visem o engajamento dos estudantes, e promover o acesso ao mercado de trabalho através da ampliação e do aprimoramento de programas que facilitem este processo, como o Jovem Aprendiz, por meio da implantação e manutenção destes programas em regiões rurais e periféricas, oferecendo oportunidades de emprego para jovens ainda pouco qualificados, a fim de contribuir para o desenvolvimento de habilidades necessárias, como o senso de liderança e trabalho em equipe. Desse modo, mais brasileiros terão a possibilidade de inserção ao mercado de trabalho, contribuindo nesse contexto para a diminuição da desigualdade e de suas principais consequências.