A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 05/10/2020

O trabalho e o estudo são, sem dúvidas, duas das mais importantes atividades humanas, atividades sem as quais os desenvolvimentos social, econômico e tecnológico atuais seriam impensáveis. Entretanto, há um número expressivo no Brasil de jovens que não estudam mas também não trabalham, o que acaba deixando-os em um limbo social que tem efeitos nocivos não somente para a sociedade como também para o bem estar dos próprios jovens. Sendo assim, convém analisar os fatores que contribuem para tal caso.

Do ponto de vista econômico, ócio é perda de dinheiro, isso pois uma pessoa parada poderia estar produzindo tanto através do trabalho manual como do intelectual. De acordo com o IPEA, cerca de um quinto dos jovens não estão trabalhando nem estudando. Como consequência, o país acaba tendo o seu desenvolvimento prejudicado, já que o ócio de tais jovens não permitem que eles contribuam para a economia nacional no curto prazo ao mesmo tempo em que eles não estão desenvolvendo-se educacionamente para se tornarem cidadãos com um conhecimento especializado no longo prazo.

Além disso, a falta de um emprego ou do estudo tem impactos na auto estima do próprio jovem. Isso ocorre, pois em uma era onde se cobra a produtividade de forma muitas vezes exagerada, o jovem que não trabalha e não estuda acaba por se sentir uma pessoa improdutiva, ou pior, acaba sendo visto por outras pessoas como alguém improdutivo. Como consequência, o jovem perde autonomia, se isola socialmente e fica mais propenso a desenvolver doenças psicológicas como a depressão, que acaba por agravar ainda mais sua situação de não trabalho e nem estudo.

Portanto, esse problema deve ser combatido urgentemente para garantirmos um desenvolvimento saúdavel para o nosso país e também para preservarmos a saúde mental de nossos jovens. Para que isso seja solucionado, é necessário que o Congresso Nacional aprove um projeto de lei que dê isenção parcial de tributos para empresas que empregarem jovens que nunca trabalharam antes, o que certamente garantiria o primeiro emprego de inúmeros jovens em situação de ócio. Além disso, é necessário que o Ministério da Educação crie um projeto de acompanhamento psicológico mandatório para todos os alunos da rede pública e privada, não somente para mapear e combater o surgimento de doenças psicológicas que ocorrem por conta da baixa autoestima, mas também para que os profissionais da psicologia possam, através da análise de cada aluno, orientá-los para um curso ou trabalho que se encaixe com seus anseios e ambições.