A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/10/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE),mais de dez milhões de jovens não estão estudando ou trabalhando no Brasil atual.Esse dado alarmante demonstra a imprescindibilidade de combater os altos indíces de jovens que nem trabalham e nem estudam,circunstância que se deve a óbices sociais e governamentais,os quais incitam uma conduta mais expressiva da sociedade civil e do poder público,com o escopo de minorar entraves vigentes.

Sob essa óptica,o psicanalista austríaco Sigmund Freud-em sua teoria desenvolvimentista-defendia que as experiências vividas durante a infância influenciam o comportamento durante toda a vida.Nessa perspectiva,muitas lições coerentes acerca da importância do desenvolvimento de aspectos essenciais para o mercado de trabalho não são devidamente fomentadas pelas instituições de ensino,como o entendimento de que é fundamental a edificação do senso de liderança e de trabalho em grupo.Logo,são improteláveis medidas educacionais,uma vez que elas são orientadoras de boas condutas,colaborando para que o incentivo cognitivo,como o trabalhado por Freud,seja favorável a uma mentalidade jovial mais focada na capacitação pedagógica e trabalhística.

Outrossim,embora instrumentos jurídicos-a titulo de exemplificação,o artigo 227 da Constituição Federal de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente-garantam aos indivíduos entre 15 e 29 anos o acesso à profissionalização,ao trabalho e à educação,tal pressuposto não tem tido o êxito desejado,haja vista a displicência governamental na ampla efetivação dessas regras,evidenciada pela falta de acessibilidade a cursos técnicos profissionalizantes.Esse panorama aflitivo demanda uma maior atuação do setor público,pois ele dispõe de um papel basilar diante da sociedade e,em decorrência disso,deve assegurar o pleno exercício das prerrogativas legais da Pátria.

Portanto,faz-se premente que escolas e faculdades promovam atividades didáticas-mediante palestras ministradas por especialistas,à guisa de ilustração,grandes personalidades do empreendedorismo,os quais possam contribuir com seus conhecimentos sobre características importantes para o ingresso no mercado de trabalho-a fim de consolidar precocemente um viés coletivo de maior preocupação com a qualificação profissional e educacional.Ademais,compete ao Governo Federal otimizar políticas de inclusão profissional da juventude,por meio da amplificação de cursos técnicos profissionalizantes em mais localidades,no intuito de cumprir efetivamente a legislação brasileira no que se refere à profissionalização dos pubescentes.Assim,o Brasil mitigará a problemática e melhorará as estatísticas apresentadas pelo IBGE.