A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 17/11/2020
Na Constituição Federal, está assegurado o direito de uma vida digna, que, entre os seus desdobramentos, deve conceder oportunidades de estudos e trabalhos à toda população. Contudo, de maneira contraditória a Carta Máxima do Pais, o Brasil, passa pela necessidade de combater os altos índices de jovens que nem trabalham e nem estudam devido à exclusão da parcela social mais vulnerável da sociedade. Assim, é licito afirmar, que a postura do Estado em questão aos índices de desemprego e ao abandono escolar, e a negligência das empresas responsáveis pelo recrutamento profissional e pela educação privada, contribuem para perpetuação desse cenário negativo.
Em primeira análise, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de politicas públicas educacionais e profissionalizantes suficientemente efetivas para atender a população mais carente. Segundo Aristóteles, em seu tratado sobre a Ética, o papel da Política é proporcionar felicidades à todos os cidadãos. Contudo, levando em conta o papel do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho devem exercer na administração do Pais, a máxima do filósofo grego não se faz presente. Instituídos para serem os órgãos responsáveis pela educação de qualidade (Ministério da Educação), e pelas oportunidades de trabalho (Ministério do Trabalho), tais ministérios, ignoram a presença de classes sociais carentes que necessitam de mais oportunidades escolares e profissionais. O que perpetua o cenário de abandono escolar e índice alto de falta de serviço profissional.
Em segundo plano, mas com a mesma importância, deve-se, analisar o papel das empresas privadas no Brasil. As corporações, possuem o papel social de auxiliar na criação de melhores condições a sociedade inserida. Todavia, visando a captação de maiores lucros com o menor investimento possível, as empresas, deixam de disponibilizar vagas de empregos à jovens recém formados devido a falta de experiência, e, de fornecer bolsas de estudos à alunos carentes. Ou seja, devido a preocupação com o lucro, as firmas, acabam negligenciando o seu papel social na criação de oportunidades de perspectivas de capacitação profissional e educacional para os mais novos.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar o acesso as oportunidades de estudo de qualidade e empregos para os jovens que vivem as margens sociais. Posto isso, o Estado, deve-se reunir com os profissionais da área da educação e as empresas privadas, para a criação de um Plano de Emergência de Educação de Qualidade (PEEQ) que crie mais oportunidades para os jovens que terminaram o ensino médio se capacitarem com cursos técnicos profissionalizantes. E, o Estado, por meio de incentivos fiscais, deve incentivar as empresas a contratar esses jovens recém capacitados para inserção no mercado . Com essas medidas, a longo prazo, mudará esse cenário.