A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 24/11/2020

Em meio a uma realidade catastrófica, o sentimento de esperança torna-se essencial para o processo de superação. Essa é a mensagem da obra “Guernica” do pintor Pablo Picasso, expressada, de forma metafórica, a partir de um candeeiro que ilumina um cenário de obscura destruição. É válido estabelecer uma analogia entre essa visão otimista e os níveis de nível de jovens que não estudar e nem trabalhar no Brasil, uma vez que, diante deste impasse, acreditar em sua resolução pode “iluminar” a busca por soluções. Por esse viés, é imprescindível analisar os aspectos psicanalíticos e sociais que envolvem essa questão no país.

De antemão, vê-se que o Poder Público tem se referido negligente ao não desconstruir as visões limitadas acerca do regresso de mães precoce ao ambiente escolar. Isso porque, uma jovem que é mãe pode ter interesse de retornar ao meio estudantil. Contudo, entendre que pode ser alvo de comentários desagradáveis ​​para se apresentar como elemento de inibição. Esse cenário pode ser explicado por Sigmund Freud, pois, segundo sua teoria psicanalítica, um indivíduo sofre conflitos entre os impulsos inconscientes (Id) e a compreensão das limitações sociais (Superego).

Além disso, enfatiza-se que há uma certa resignação social perante os níveis de níveis de jovens que não estudam e nem trabalham. Como prova disso, percebe-se a inércia de parte da população perante a ausência de investimento financeiro estatal, visto que faltam verbas para investir na melhoria do ensino nas instituições de ensino público, comprometendo, dessa forma, a inserção do jovem no mercado de trabalho . Considerando os estudos da filósofa Hannah Arendt para explicar essa naturalização, nota-se que a massificação social promove a alienação dos prejudicando, desse modo, o senso crítico deles.

Constata-se, finalmente, que os níveis de nível de jovens que não estudam e nem trabalham devem ser solucionados. Logo, é importante exigir do Estado, mediante debates em audiências públicas, a conscientização social, priorizando projetos educativos realizados em âmbitos escolares, objetivando, com isso, desconstruir o preconceito acerca do retorno acadêmico de jovens que são mães ao ambiente. Ademais, é fundamental sensibilizar a população, via campanhas midiáticas, promovidas por organizações não governamentais, a fim de que essa problemática não seja banalizada, o que pode ser potencializado por meio do Ministério da Educação com a aplicação de capital em setores escolares, com o objetivo de otimizar o ensino nas unidades estudantis e garantir a inserção dos jovens no âmbito trabalhista. Desse modo, assim como na obra “Guernica”, seria possível “iluminar” o processo de superação desse impasse.