A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 30/11/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, visto que os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil apresentam barreiras. Esse cenário é fruto tanto da baixa atuação do governo, quanto da dependência dos jovens.

A priori, é fulcral salientar a questão constituinte como uma das causas do problema. Nesse sentindo, o número de jovens fora das instituições de ensino e do mercado de trabalho está diretamente relacionada a má administração estatal. Sob esse espectro, tal conjuntura fere o Contrato Social destacado por Thomas Hobbes, o qual determina que é de responsabilidade do governo garantir os direitos e o bem-estar da população. Dessa forma, a não intervenção do Estado contribui para os índices alarmantes.

Ademais, outro fato a ressaltar é a dependência dos jovens com seus familiares. Nesse sentindo, é recorrente o número de indivíduos que vivem sob cuidado dos pais, sem autonomia suficiente para ir em busca de empregos ou formações. Sob esse prisma, tal panorama corrobora a heteronomia Kantiana - quando a racionalidade de alguém está sobre  a tutela do outro. Desse modo, os jovens não têm independência suficiente para tomar suas próprias decisões, o que resulta na situação de ‘’nem-nem’’.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessarte, cabe ao Ministério da Educação inserir, nas redes de ensino, aulas ligadas a educação social, que por meio de professores capacitados irão construir uma autonomia nos jovens, com o objetivo de crescimento intelectual e profissional. Dessa forma, espera-se em médio a longo prazo, que as gerações futuras não apresentem os problemas da atual, de forma a alcançar a Utopia de More.