A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 05/12/2020

O sociólogo francês Émile Durkheim (Émile Durkheim) descreveu a coerção dos fatos sociais, ou seja, a força que os padrões sociais impõem aos indivíduos. Nesse sentido, as pessoas sofrem com demandas sociais de comportamento pré-estabelecidas, como inserção no mercado de trabalho e qualificação. No entanto, é preciso considerar a falta de oportunidades, e o resultado é uma geração de jovens que não estudam nem trabalham. O principal motivo desse problema é a falta de perspectiva e as questões relacionadas à renda.

Em primeira analise, é preciso considerar que a falta de conhecimento agrava a situação do Brasil. Nesse sentido, o filósofo polonês Zygmunt Bauman afirmou que os indivíduos vivem atualmente em uma era de mobilidade, que se caracteriza pelo imediatismo. Portanto, as pessoas não têm uma visão de longo prazo e não há perspectivas de futuro, o que tem causado o desinteresse das pessoas em não aprender. Além disso, o número insuficiente de vagas de emprego agrava a situação, pois os jovens não têm expectativa de ingressar no mercado de trabalho a não ser estar desempregados, por isso optam por não concluir, por exemplo, cursos de graduação.

Em segunda analise, o padrão é que as condições econômicas aumentem o número de pessoas que constituem a “geração nem-nem”. De acordo com essa visão, os jovens que não têm recursos financeiros suficientes para se autodidata são frequentemente forçados a encontrar empregos. Porém, por falta de formação, várias dessas pessoas não conseguem encontrar trabalho, o que cria um círculo vicioso de não aprender e, portanto, não trabalhar. Além disso, as questões de gênero também se tornaram um problema porque as mulheres enfrentam alguns problemas ao tentar entrar no mercado de trabalho, por exemplo, em muitos casos, as empresas preferem contratar homens.

Portanto, a partir da analises é possivel concluir que é de suma urgencia a adoção de medidas para reduzir o grande número de jovens que não estudam e não trabalham no Brasil. Portanto, o governo deve estimular a geração de empregos, incentivando a criação de projetos públicos que garantam às pessoas alternativas de inserção no mercado de trabalho e otimismo com o futuro. Além disso, o governo deve investir mais no financiamento estudantil. Para tanto, pode disponibilizar mais recursos para instituições de fomento educacional, como o CNPq, por meio de uma análise minuciosa dos gastos públicos, para que as pessoas tenham a oportunidade de se dedicar ao aprendizado e à qualificação. Dessa forma, a compulsão dos fatos sociais proposta por Émile Durkheim será aliviada, pois os jovens terão a oportunidade de estudar e trabalhar.