A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 05/12/2020
Na era Vargas, a fusão das legislações trabalhistas no século 20 valorizou o trabalho, o que criou uma geração marcada pela necessidade de vínculo empregatício. No entanto, nas circunstâncias atuais, esta ideia não impediu o surgimento da “geração nem-nem” caracterizada por não trabalhar, estudar, além ser vítima de estigma social. Porém, o problema vem da realidade social subjetiva e o ambiente educacional e de trabalho despreparado para a adoção de soluções adequadas.
Em primeiro lugar, segundo as estatísticas da Organização Internacional do Trabalho, devido às condições sociais e à gravidez na adolescência, entre os jovens de 19 a 25 anos que não trabalham nem estudam, 19% das mulheres negras têm o dobro dos homens. . Portanto, há evidências de que esta geração não é e não deve ser mediada por “jovens que não querem nada”, mas que os jovens estão envolvidos em realidades sociais propícias ao não movimento. Além disso, a carga histórica teve grande impacto nesse processo, pois, nas últimas décadas, a dificuldade de se receber educação tem dificultado a educação dessa geração de pais, o que tem levado ao incentivo às famílias dos jovens.
Por outro lado, embora esses jovens se enquadrem em uma realidade que não é favorável à sua inserção na sociedade na escola e no trabalho, nesse sentido, o problema é que quase não existe um modelo de educação que incentive os jovens e poucas oportunidades de trabalho são oferecidas. Portanto, é possível relacionar essa situação com o que disse o filósofo Millôr Fernandes (Millôr Fernandes) ao afirmar que “o Brasil sempre será o país do futuro” porque o país vive uma visão de tolerância e desenvolvimento, mas de fato Este não é o caso. Aplica-se a todos os níveis da sociedade e, portanto, contribui para um “país do futuro” longe da realidade de alguns jovens.
Portanto, pode-se inferir que para o enfrentamento do alto índice de jovens sem trabalhar e estudar é necessário que as instituições públicas e privadas atuem. Portanto, o Ministério da Educação deve investir para estabelecer um modelo de ensino mais inclusivo que prepare esses jovens para o mercado de trabalho. Além disso, o governo federal deve estabelecer parcerias público-privadas com as redes de mídia, investir em publicidade para estimular a educação e investir em projetos que incluam jovens no mercado de trabalho para engajar esse público e reverter esse quadro.