A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Mais de 20 milhões de jovens no Brasil fazem parte da geração pejorativamente chamada de “nem-nem” cujos integrantes “nem” trabalham, ’’ nem ’’ estudam. Observando o cenário atual, cabe pontuar as questões desse aumento excessivo de jovens “nem-nem”. Sendo eles, gravidez na adolescência e a necessidade de trabalhar são alguns exemplos. Obviamente, os motivos para tais aumentos são de natureza socioculturais.
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) 23% dos jovens brasileiros nem estudam, nem trabalham; essas dentre a maior parte são mulheres da baixa renda. Dessa forma, esse é um problema, evidentemente, ligado ao gênero e, devido a isso, algumas causas específicas são encontradas. A gravidez na adolescência é uma dessas causas. Eventualmente, em virtude da necessidade de trabalhar, essas mulheres largam a escola. Além disso, uma cultura de que um filho impossibilita a mulher de trabalhar acaba dificultando ainda mais a situação na hora de arrumar emprego.
Conquanto, mesmo o problema sendo em suma feminino, há também uma grande gama de homens na mesma situação. A partir desse fato, em sua maioria são de baixa renda e acabam deixando a escola para trabalhar. Sendo assim, segundo Miriam Müller, as condições socioculturais que envolvem o problema, estão diretamente ligadas ao padrão de vida dos jovens, isto é, está em situação de risco social são mais aptos a sofrerem com o problema da falta de estudo e trabalho.
Portanto, pelo motivo das questões socioculturais, é necessária intervenção do Estado. Sendo assim, por meio das prefeituras com incentivo do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, deve-se criar creches, estas, vão permitir as mulheres trabalharem e estudarem. Além disso, o Ministério da Educação, tem o dever de incentivar a permanência dos jovens na escolar, por meio de auxílios permanências ou bolsas de estudo que incentiva os alunos a estudarem. Assim sendo, será possível contornar esses problemas socioculturais do Brasil.