A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 18/12/2020
Segundo o IBGE, um quinto dos jovens do Brasil pertence a geração “nem-nem”, que nem estuda, nem trabalha. Infelizmente, essa problemática deve-se ao mercado de trabalho com exigências que não acompanham o nível de oportunidades dos brasileiros, além da falta de incentivo à educação dos jovens.
Nessa óptica, com a Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução Técno-Científica, modelos de produção que exigem uma mão de obra qualificada tornaram-se frenquentes. Nessa proporção, nem todos os jovens tem condições de se especializar o suficiente por conta da falta de oportunidades oferecidas pelo Governo, apesar de procurararem emprego, não preenchem os requisitos. Desse modo, não necesseriamente o jovem está desempregado por opção e sim, por conta do modelo insustentável no qual está inserido.
Ademais, para o pensador francês Émile Durkheim, o fato social é o conjunto de regras que rege a sociedade, sendo ele coercivo. Assim, o integrante da geração ’nem-nem’ encontra-se em um ambiente altamente competitivo e em uma sociedade que não valoriza educação e ascensão. Sendo assim, não recebe incentivo para quebrar o paradigma.