A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 08/01/2021

Desde o livro “Utopia”, escrito por Thomas More, entende-se que uma sociedade necessita de engajemento social e político para desenvolver-se. No entanto, quando se o observa o alto índice de jovens considerados “improdutivos” no Brasil, verifica-se que esse ideal utópico é constatado na teoria e não na prática, e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse cenário, torna-se clara a falta de atitude do Estado, bem como a negligência e a compactuação da sociedade.

Em uma primeira análise, sob a ótica sociológica, a persistência da problemática no Brasil é intrinsecamente fomentada pela negligência e pela compactuação da sociedade que se omite diante de situações de elevado número de indíviduos, de 18 a 24 anos, que não estudam nem trabalham. Um exemplo disso é que cerca de 23% dos jovens brasileiros não realizam nenhuma atividade, segundo divulgado pelo IPEA. Nesse sentido, o sociólogo Alemão Jurgen Habermas afirma que a sociedade depende da crítica às suas próprias convicções e comportamentos para que mudanças efetivas aconteçam.

Ademais, em um segundo plano, é inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia para solucionar o problema. Tal fato se reflete na falta de políticas públicas que  busquem oferecer mais oportunidades, de emprego e de acesso a educação, para essas pessoas, medidas que deixariam a resolução do problema mais próxima, e, devido à má administração e fiscalização pública por parte dos gestores, isso não acontece.

Logo, é necessário que o governo elabore políticas que aumente o acesso à área educacional e à oportunidades trabalhistas, por meio de maiores investimentos na educação e na criação de empregos em setores públicos, com o propósito de reduzir o alto índice de indivíduos “nem-nens”. Além disso, cabe às escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre a importância que o estudo e o trabalho tem para a vida de um jovem. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação, a fim de melhorar a qualidade de vida de tais indivíduos. Destarte, a realidade aproxima-se da teoria utópica e a sociedade desenvolve-se.