A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 24/05/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se preocupa com o problema do outro. No entanto, quando se fala da necessidade de frear os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham, no Brasil, esse ideal iluminista não se aplica, seja pela falta de políticas públicas, seja pela desinformação dos pais , assim, ajudando a perpetuação da problemática.

É indubitável, que o Governo, por ser negligente, carrega sua parcela de culpa ao não combater o problema. Nesse sentido, vale destacar o descaso para com o povo, como, por exemplo, ao não pensar em maneiras de integrar os jovens “nem-nem” à sociedade, novamente. Essa situação, segundo os ideais do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que os governantes não cumprem sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de seus direitos básicos, como educação e trabalho, o que infelizmente, ainda, é bastante evidente no país.

Outrossim, destaca-se a desinformação dos pais como impulsionador da adversidade. Nessa perspectiva, vale frisar que a alienação da geração anterior leva os filhos a permanecerem no desinteresse, em relação ao estudo e ao mercado de trabalho. Continuando em outra linha de pensamento, Epíteto afirma: “só a educação liberta”. Logo, é inaceitável que a falta de acesso ao conhecimento venha a perdurar.

Portanto, é notório que a necessidade de frear os altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham, no Brasil, ainda é algo a ser discutido. Rapidamente, o Ministério da Educação, atrelado com o  Ministério do Trabalho, deve criar o projeto: “Estudar primeiro, trabalhar depois”, utilizando verbas da união, a fim de conscientizar por meio de palestras nos municípios e nas escolas. Assim, por meio disso, criando uma sociedade mais letrada e capacitada.