A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Na canção “Cê lá faz ideia”, o cantor Emicida relata as dificuldades enfrentadas pela população periférica no Brasil e expõe a péssima qualidade da educação oferecida pelo país. Fora da ficção, é válido afirmar que o aumento do índice de jovens que não trabalha nem estuda é consequência do negligenciamento Estatal no âmbito educacional e no mercado de trabalho. Logo, urge que medidas sejam efetuadas com o intuito de amenizar esse cenário negativo.

Sob esse viés, cabe mencionar que o grande número de jovens reclusos dos âmbitos educacionais deve-se-se a ineficácia do Governo em incentivar a educação. Desse modo, é  relevante analisar o que está previsto na Carta Magna de 1988, a qual responsabiliza o Estado de promover um ensino público eficaz e acessível a todos da sociedade. Nesse sentido, nota-se que esse preceito não é respeitado, visto que 95% dos juvenis que não estudam nem trabalham também não concluíram o ensino superior, como afirma o Instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), e, consequentemente, torna-se complicado conseguir espaço no mercado de trabalho formal.

Ademais, é válido ressaltar que o Governo é falho em conceder oportunidades para inserir os jovens no mercado de empregos o que, por consequência, contribui para o aumento do trabalho informal. Nesse contexto, confirma-se a teoria da percepção do Estado na sociedade, do sociólogo Èmile Duckheim, a qual afirma que um sistema desigual não favorece o processo coletivo, ou seja, os juvenis de baixa renda são os mais afetados pela falta de ensejos devido ao descaso dos governantes brasileiros em propiciar ensinos públicos competentes, logo , como consequência, esses cidadãos são excluídos da concorrência empregatícia e, por fim, recorrem a subempregos para que obtenham sustento.

Em suma, é necessário que ações ocorram para diminuir o índice de jovens que não trabalham nem estudam. Dessa maneira, cabe ao Estado, por meio de verbas governamentais, criar programas que sustentem os jovens de baixa renda durante o ensino superior, para que retenham mais tempo voltados para a educação. Logo, o poder midiático deve auxiliar nessas ações ao criar propagandas que estimulem a permanência desses jovens nos âmbitos escolares. Assim, mais pessoas poderão obter educação qualificada e estarão preparados para o mercado de trabalho.