A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 12/04/2021

O escritor Aldous Huxley, em sua obra “Admirável Novo Mundo”, retrata a humanidade em uma época futurista, na qual os individuos são distinguidos em castas. De maneira análoga ao livro, no Brasil hodierno, persistem diversas dificuldades sociais, sobretudo no que tange a necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Nesse sentido, diversos fatores contribuem para a permanência dessa problemática no país, entre eles, destacam-se a falta de iniciativa da família e a ignorância por parte da sociedade.

Em primeiro lugar, cabe aos pais o principal papel na educação dos filhos. Isso significa que, aquele ditado popular “educação vem de casa”, torna-se válido, pois o primeiro contato das crianças com os saberes, advém do interior de sua residência. Nesse sentido, a família deve, principalmente, educá-los, por meio de exemplos, apoio emocional, levando a teatros, cinemas e livrarias, para assim terem contatos com outras culturas e despertar o intelecto deles que somados auxiliará em bons resultados no desenvolvimento como cidadão.

Outrossim, a situação conflitante se agrava devido a uma cultura individualista que visa, sobretudo, a si mesmo. Paralelo a isso, o filósofo Thomas Hobbes declara obra denominada Leviatã - que o ser humano é capaz de provocar perversidades perante o próximo em prol do favorecimento de seus interesses individualistas de modo a - em sua relegar o impacto de suas ações. Nesse sentido, a hipótese adotada pelo intelectual se concretizara na realidade hodierna, haja vista a gama de jovens no Brasil que não trabalham ou estudam. Como consequência, é formada uma geração de trabalhadores e profissionais sem competência para dirigir o país. Desse modo, urge a extrema necessidade de alterações nas condições vigentes com a intenção de estabelecer um melhor convívio.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que incentivem os jovens a busca do estudo e cursos profissionalizantes, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de sempre aprender mais. Somente assim, será possível combater a formação de uma nova geração de adultos passivos e frustados no futuro do Brasil.