A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 17/05/2021

No Brasil, dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apontam que aproximadamente 1/5 dos jovens não estudam, nem trabalham e a maioria são mulheres de baixa renda. Tendo como base esse estudo, identifica-se uma ameaça ao desenvolvimento econômico e a discrepância de gênero. Em razão da desigualdade social e da falta de investimentos, emerge um problema complexo que precisa ser revertido.

Primeiramente, nota-se as diferenças sociais como uma das causas do auto índice de pessoas “nem-nem”. De acordo com Samir de Sena Osório, a disparidade social faz com que o mesmo caminho percorrido por pessoas diferentes, não tenha obstáculos e nível de dificuldade iguais para ambos. Desse modo, é notório que muitas pessoas têm barreiras que limitam suas possibilidades como, por exemplo, a escassez de recursos financeiros para se locomover até um local de estudo ou uma empresa onde faria uma entrevista.

Em segunda instância, a ausência de investimento tem contribuído para o aumento de jovens que não estudam e nem trabalham. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a juventude não está sendo preparada para o trabalho e tampouco obtendo oportunidades de vagas de emprego dignas, visto que, desde 2017 com a reforma trabalhista, os trabalhadores tem sofrido atentados contra os seus direitos.

Em suma, é necessário uma intervenção capaz de mitigar essa problemática. Sendo assim, cabe ao Estado investir na capacitação dos jovens, por meio de bolsas de estudo para cursar o ensino superior. Em paralelo, deve-se proporcionar oportunidades de trabalho qualificado para a juventude. Feito isso, o número de pessoas que não estudam e estão desempregadas será drasticamente reduzido.