A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 15/06/2021
A Geração Z é composta por pessoas nascidas entre 1995 e 2010 e após grandes avanços tecnológicos. Entretanto, atualmente essa geração recebeu um novo apelido “geração nem-nem” e se refere a jovens que nem estudam nem trabalham. Essa situação, a longo prazo, pode desencadear impactos econômicos negativos, além do desenvolvimento de distúrbios psicológicos nesses indivíduos. Dessa forma, é de extrema necessidade que essa dinâmica altere-se o quanto antes.
Cabe destacar, em primeiro lugar, que uma geração pouco ativa economicamente, no futuro, impactará todo o país. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2017, 1/4 dos jovens não estuda nem trabalha. Nesse sentido, a ausência de jovens estudando hodiernamente, representa a falta de mão de obra qualificada nos próximos anos. O que causará, também, a escassez de mercado consumidor ativo e toda essa ruptura no sistema econômico brasileiro será de difícil reversão.
Ademais, a ociosidade dos jovens pode estimular o desenvolvimento de distúrbios psicológicos graves. Segundo a nutricionista Lara Nesteruk, sentir-se útil é fundamental para a manutenção da saúde mental. Dito isso, fica evidente que, um dos principais motivos pelos quais a Geração Z tem apresentado tantos distúrbios alimentares, vícios e outros problemas psicológicos, é a ociosidade excessiva. A partir disso, o indivíduo se sente perdido, não vê um sentido para sua vida e busca até mesmo findá-la.
Por conseguinte, é necessário combater as práticas atuais da geração nem-nem. Cabe, então, ao Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Economia, a ampliação das oportunidades para os jovens. Isso pode ser feito a partir de projetos que profissionalizam e inserem o jovem no mercado de trabalho. Além disso, também é importante que essa profissionalização seja acessível a todos, independente da renda.Com isso, objetiva-se dar qualificação e emprego para jovens não permanecerem no ócio. Só então será possível eliminar esse problema da realidade brasileira.