A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 13/07/2021

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria”. A afirmação do personagem Brás Cubas, no retrato realista de Machado de Assis, pode servir de símbolo para o comportamento indiferente da população diante dos altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham no Brasil, já que é justamente essa situação social falha que torna o cenário um legado negativo. Nesse sentido, torna-se claro que a maior consequência disso é o comodismo das futuras gerações, ressaltando ainda mais a importância das instituições de ensino na preparação desses jovens para o mercado de trabalho.

Em primeiro lugar, no que diz respeito ao Contrato Social do filósofo iluminista Rousseau, cabe ao Estado garantir o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se, no Brasil, a problemática dos “jovens nem-nem” (aqueles que não estudam e nem trabalham), o que rompe com o pensamento rousseauniano, uma vez que a situação desses jovens resvala no comodismo dessas novas gerações, que estão cada vez mais acostumadas a não fazerem nada.

Por causa disso, é necessária a preparação desses jovens ao mercado de trabalho. De acordo com o portal Educa Mais Brasil, as instituições de ensino que oferecem cursos técnicos (aqueles em que os estudantes são preparados para trabalhar) apresentam índices muito bons de qualificação profissional para jovens. Isso quer dizer que as escolas e faculdades são importantes na preparação dos indivíduos ao mercado de trabalho, sendo essenciais no combate dos altos níveis de “jovens nem-nem”.

Em suma, as instituições de ensino são essenciais no combate ao comodismo da problemática. Dessa forma, cabe aos centros de ensino estabelecerem cursos técnicos das mais variadas profissões - para que o jovem se sinta à vontade em sua escolha profissional. Assim, por meio de aulas preparatórias dentro da profissão desejada dos estudantes, será mais fácil esse combate ao comodismo, e o legado de nossa miséria, para Brás Cubas, não terá relação com os altos índices de “jovens nem-nem”.