A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 26/07/2021

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), proclamada na Assembleia Geral das Nações Unidas em 1948, defende que todo ser humano tem direito ao trabalho e à instrução educacional. Entretanto, nota-se, contemporaneamente, que os jovens brasileiros, em grande parte, não têm oportunidades de trabalhar e/ou cursar o ensino superior. Tal fato pode acarretar o adiamento do ínicio da formação universitária dos jovens, além disso, o atraso instrucional dos brasileiros gera déficit de mão de obra qualificada no país.

Primeiramente, é preciso elucidar que os jovens ao iniciar a vida adulta não possuem, em sua maioria, experiências empregatícias, o que resulta em menores possibilidades de se conseguir o primeiro emprego, tendo como consequência a impossibilidade de custear uma universidade privada. Segundo a Associação Brasileira de Matenedoras de Ensino Superior (ABMES), 70% dos estudantes que terminam o ensino médio não ingressam em uma faculdade por não ter condições de pagar. Nesse contexto, percebe-se que a falta de oferta de emprego ao jovem reverbera na sua falta de instrução acadêmica, pois falta ao estudante o capital capaz de financiar os seus estudos, o que terá como consequência o adiamento da sua gradução a nível superior.

Outrossim, pode-se notar que a falta ou o atraso de instrução universitária acarreta em gerações de jovens desqualificados profissionalmente, atrasando o desenvolvimento econômico da nação. De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em 2019, 50% das indústrias brasileiras afirmaram ter problemas para encontrar mão de obra qualificada no país. Logo, fica evidente que o Brasil, por questões educacionais, carece de mão de obra qualificada, criando um paradoxo, pois, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), há oferta de vagas de emprego em aberto, ao passo que tem-se um terço da populção entre 18 e 24 anos desempregrada por falta de capacitção profissional.

Desse modo, faz-se necessário criar medidas que assegurem o pleno emprego dos jovens juntamente com a oportunidade de qualificação profissional. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Economia, por meio de isenções fiscais, estimule as empresas a ofertar o primeiro emprego aos jovens, para que, assim, eles tenham capacidade de financiar seus estudos. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação expanda a oferta de cursos superiores gratuitos, dessa maneira, possibilitando o aumento de mão de obra qualificada entre os jovens brasileiros. Feito isso, o Brasil poderá evoluir para uma sociedade em que as oportunidades de emprego e estudo, assim como afirma a DUDH, são direitos de todos.