A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 13/08/2021
“Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara”. Essas foram as palavras grafadas na obra “Ensaio sobre a cegueira”, sobre a autoria do escritor José Saramago. A história retrata a volatilidade das questões éticas e morais de uma sociedade exposta ao caos e ao alinhamento. Sem desconsiderar o caráter distópico da obra, é nítido que a desinformação é socialmente degradante e, os altos índices de jovens que nem trabalham e estudam tem sido um gatilho para o enfraquecimento da população brasileira. Nesse contexto, é imprescindível avaliar que a desigualdade social em paralelo com a precariedade do ensino público brasileiro são fatores motivantes da problemática.
Primordialmente, é importante avaliar que a disparidade social está atrelada à sociedade “nem-nem”. Neste viés, as marcas deixadas pela colonização brasileira são fatores que persistem até os dias atuais. Com a chegada dos portugueses ao Brasil, a concentração de terras, com as capitanias hereditárias, a desigualdade social se instalou pelo território. Nessa perspectiva, fica evidente que os jovens brasileiros do “nem-nem” sofrem com as mazelas da colonização. Em decorrência desse fato, o mercado de trabalho e o ensino são destinados a alta sociedades, assim como na colonização. Nessa linha de pensamento, o exemplo mais claro dessa afirmação é um novo anúncio do governo federal, que retrata a retirada de verbas do jovem aprendiz, programa que dá oportunidade aos jovens de baixa renda para ter uma melhor oportunidade no trabalho Logo, é necessário que o governo brasileiro supere as marcas deixadas pela colonização.
Nota-se, outrossim, que a precariedade do ensino brasileiro acaba moldando alicerces para tal conjuntura. Sobre isso, Paulo Freire, educador brasileiro, diz que a educação sozinha não transforma ninguém e, sem ela, tampouco a sociedade muda. Nesse aspecto, percebe-se que a educação brasileira não é necessariamente distribuída para todos. Prova disso é o corte de verbas nas escolas públicas, mais especificamente 30%, o que revela que os jovens do “nem - nem” sofrem ainda mais com essa questão. Diante dos fatos apresentados, é imprescindível que o governo brasileiro não sirva seus jovens de maneira igualitária. Embora, a Constituição Federal defende o direito à educação de qualidade para todos os cidadãos do país.
Portanto, o Ministério da Educação e o Ministério do Desenvolvimento devem redirecionar as verbas públicas, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. Para tal, o projeto deve contar com uma emenda de novos programas universitários, salas melhores, tecnologias para os alunos da rede pública, criação de olimpíadas, jogos escolares e ensino técnico para assim superar as desigualdades desenvolvidas ao longo da história e a precariedade da educação brasileira.