A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 21/08/2021

Segundo o romancista e estadista francês Victor Hugo: “A primeira igualdade é a justiça”. No entanto,o cenário desafiador de combater oos impactos sociais da geração que não trabalha e não estuda impede a efetivação desse princípio filosófico. Diante disso, cabe analisar tanto a omissão da sociedade quanto as políticas econômicas ineficazes como fatores contribuintes para construção de um contexto problemático.

Nessa perspectiva, cabe destacar formação individual da população como causa do desinteresse da nova geração. Nesse viés, para o filósofo francês Émile Durkheim, o conceito de anomia social consiste na desintegração social ou ausência de normas, causa das patologias da sociedade moderna e individualista. Esse pensamento pode ser relacionado à falta de oportunidades de emprego. Por conseguinte, essa conjuntura provoca ócio na juventude , ratificando assim, o contexto anômico.

Ademais, vale ressaltar as precárias ações econômicas como outro fator determinante na construção desse dilema. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 prevê direito ao trabalho . Porém, tal direito é contrariado pela falta de investimento na preparação de jovens para o rede de emprego. Isso ocorre devido a fatores como desvalorização de profissionais capacitados e falta de incentivo ao ensino superior. Dessa forma, a discussão que envolve a geração que não possui emprego e nem ensino permanece sem um desfecho.

Dessa modo, pode-se perceber que o debate acerca dos jovens sem trabalho e estudo é imprescindível para a construção de uma sociedade mais igualitária. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério da Economia destine verbas para investimento em centro de ensino que realizem especialização de jovens e adultos, por meio da inclusão de seu objetivo na base de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de preparar a juventude para a rede de empregos. Além disso, cabe às instituições de ensino promover discussões sobre o mercado de trabalho , desde o início da vida escolar das crianças, mediante autorização e contribuição dos responsáveis, a fim de desconstruir a ideia de que especializações não contribuem para vida profissional. Feito isso, a sociedade brasileira estará caminhando para efetivação do princípio filosófico de Victor Hugo.