A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 11/11/2021

Segundo a tese de Thomas Sowell, economista estadunidense, quando a sociedade quer o impossível, apenas os políticos mentirosos podem satisfazê-la. Nesse sentido, no contexto brasileiro, a tese defendida por esse americano aponta para o fato de que os governantes não estão agindo de forma efetiva para superar o problema dos altos índices de jovens que nem estudam e nem trabalham em questão no Brasil. Destarte, é necessário discutir as principais causas desse problema, que são: a ausência de muitos pais na criação de seus filhos e a omissão do Poder Público.

Nesse ínterim, a falta de responsáveis no cotidiano desse jovens é um dos principais responsáveis pelo agravamento desse fenômeno, visto que não ocorre uma orientação adequada que ressalte sobre a importância do estudo para o futuro acadêmico dessa parcela da população ou sobre sua inserção em atividades laborais para o caso de não existir interesses nos estudos. Em outras palavras, sob a ótica de Içami Tiba, médico brasileiro, os pais devem ser presentes na formação de seus descendentes, de forma que esse seguimento da sociedade não seja acometido pela inatividade posteriormente. Posto isso, é revoltante que em um país signatário dos Direitos Humanos, muitos adultos sejam omissos na vida desses adolescentes.

Outrossim, é notória a ineficiência do aparato institucional na garantia de uma educação eficiente e de qualidade, diferente do que prevê a Constituição de 1988. A evidência desse cenário ocorre pelo crescimento do índice de jovens que nem estudam nem trabalham de 55% para 64%, de acordo com o site G1, fato que está intimamente relacionado a falta de debates em escolas que estimulem os jovens a ingressarem posteriormente nas universidades ou no mercado de trabalho. Logo, é inadmissível que em um país com alta taxa tributária, o governo não invista na disseminação desses saberes e consequente, forme jovens ociosos.

Portanto, urge ao Ministério da Educação, importante órgão do governo, promover palestras nas escolas que salientem a importância de trabalharem ou de se inserir na universidade, por intermédio de psicólogos especializados e do bom aproveitamento de impostos. Espera- se, com essa medida, que o índice de jovens que não estudam nem trabalham seja minimizado.