A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 03/10/2021

De acordo com o artigo 6º da Constituição federal, a educação e o trabalho são direitos de todos. Entretanto, a realidade não condiz com a lei, pois a falta de infraestrutura na educação agrava a evasão escolar, fazendo com que o aluno se aventure no mercado de trabalho sem estar capacitado para o mesmo. Tal contexto, tem elevado o índice de jovens que nem estudam nem trabalham.

Sob esse prisma, a superficialidade da educação, faz com que o aluno não tenha infraestrutura suficiente para continuar com os estudos. Consoante à visão do filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele, ou seja, a partir do momento que a escola não leva em consideração a realidade do aluno e suas reais dificuldades, como a fome e a falta de saneamento básico, ela acaba incentivando os jovens a desistir de estudar e passar a buscar por emprego, acreditando numa vida melhor.

Apriore, no hodierno, os jovens que não tem qualificação profissional, encontram desafios na busca por trabalho, agravando a desigualdade socioeconômica. Segundo o Índice de Gine, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nesse sentido, é indubitável que o desamparo educacional , faz com que a população vunerável acabe sendo, ainda mais, prejudicada no mercado de trabalho, pois jovens sem certificado de conclusão escolar ficam em desvantagem na disputa por um emprego.

Contudo, vale salientar, que o défice escolar acentua a marginalização da populção mais carente. Desta forma, o Ministério da Educação deve reformular o ensino, por meio de um projeto que dê assistência social, para que o aluno tenha total infraestrutura em sua casa e na escola, também é necessário a oferta de cursos técnicos que promovem a qualificação profissional no ambiente escolar, evitando assim, a evasão nas escolas. Deste modo, o jovem brasileiro estará mais preparado para o mercado de trabalho, tendo como resultado melhores oportunidades de emprego, consequentemente, o Brasil poderá sair do Índice de Gine, se tornando um país mais democrático.