A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 04/11/2021

O número de jovens “nem-nem”, ou seja, que não estudam nem trabalham, vem se tornado uma realidade cada vez mais crescente em meio a atual conjuntura social do Brasil. Tal problemática se dá, sobretudo, em razão da falta de oportunidades para os aspirantes trabalhadores e/ou estudantes e o precário sistema educacional brasileiros. Nesse viés, torna-se evidente a necessidade de combater o dito cenário tão presente em nossa sociedade.

A princípio, é imperioso destacar que, dentre outras condições, a pobreza constitui-se um fator pelo qual, muitas vezes, dá-se a “ociosidade” jovem, evidenciando-se, portanto, a falta de culpabilidade da futura população adulta, tese defendida por Miriam Müler, cientista social alemã. Tal cenário é comprovado com estatísticas do Pnad, dado que, segundo as pesquisas, a população “nem-nem” encontra-se, atualmente, com 23,6 milhões de membros, com faixa etária de 18 a 24 anos. Dessa maneira, é notória a recorrente falta de oportunidades de estudo e/ou trabalho para grande parte da população jovem nacional.

Outrossim, “auxilia” na desocupação da juventude o precário sistema educacional brasileiro, que, não preparando os jovens devidamente durante o período escolar para, mais tarde, ingressarem no mercado de trabalho, ocasiona grande parcela do desemprego, dado que, segundo pesquisas do IBGE, cerca de 31% dos brasileiros desempregados constitui-se da faixa etária de 18 a 24 anos, resultando, na maioria das vezes, na impossibilidade da realização de um ensino superior. Fica claro, dessa forma, a influência que tem a qualidade do período escolar sobre o futuro trabalhista e estudantil da população jovem.

Urge, portanto, que o Ministério da Educação aperfeiçoe o sistema educacional, por meio da adição de disciplinas que melhor preparem os jovens para ingressarem no mercado de trabalho, além de promover uma maior rigorosidade na aprovação dos estudantes no avanço dos anos de escolaridade.  Essas medidas promoverão uma maior garantia de emprego e vagas nas universidades à população pós-escolar, diminuindo as taxas de desemprego nessa faixa etária e aumentando o número de universitários. Também, cabem aos governo locais, por meio de campanhas, incentivar a criação de mais programas como “Jovem Trabalhador” com a finalidade de evitar a desocupação da juventude apta ao trabalho, além de proporcionarem a construção de mais escolas municipais, aumentando as oportunidades de escolarização dos futuros adultos. Dessa maneira, diminuir-se-á o número de membros da geração “nem-nem”, obtendo-se jovens com o futuro trabalhista e estudantil mais garantidos.