A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 05/11/2021
A obra cinematográfica “Primeiro Ano”, produzida na França, relata os desafios vividos pelos jovens para passarem no vestibular. Desse modo, a trama mostra as frustrações emocionais e sociais que o personagem Benjamim enfrenta para conseguir estudar. Fora das telas, é fato que, no Brasil, a sociedade tem enfrentado obstáculos para combater a falta de oportunidade de trabalho e estudo para a juventude. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a falta de políticas públicas e os problemas socioeconômicos dos adolescentes.
Sob essa perspectiva, faz-se necessário lembrar que a Constituição federal, homologada em 1988, garante que o trabalho e o estudo são direitos inerentes ao indivíduo. No entanto, de acordo com o Ipea, aproximadamente 23% dos jovens brasileiros não exercem nenhuma das atividades. Portanto, a ausência de investimentos e de valorização do ensino fundamental e médio tem como consequência a falta de preparo do cidadão para conseguir um emprego e ingressar no ensino superior.
Outrossim, é fundamental apresentar os desafios sociais e econômicos como impulsionadores do aumento de “jovens nem-nem”, isto é, jovens que não possuem ocupação. Consoante a isso, de acordo com levantamento feito pelo IBGE, em 2019, cerca de 4 milhões de brasileiros abandonaram os estudos, principalmente, pela falta de recursos para transporte e pela maternidade e paternidade na adolescência. Logo, devido à carência de estudo, diminui as oportunidades das classes mais baixas de ascenderem socialmente.
Portanto, fica evidente a necessidade de soluções para mitigar a escassez de oportunidade para a mocidade. Assim, o Ministério da Economia- entidade representativa do Poder Executivo- deve disponibilizar aos jovens capacitação profissional, por meio de cursos e estágios, a fim de prepará-los para o mercado de trabalho, ademais, é necessário potencializar o programa Bolsa Família, para diminuir a pobreza e a desigualdade. Paralelo a isso, o Ministério da Educação deve aumentar o investimento no ensino básico, para que todos gozem desse direito. Dessa forma, os adolescentes terão mais conhecimento e conseguirão seu espaço no âmbito profisional .