A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 19/11/2021

“Mente ociosa é oficina do diabo”. Esse é um ditado popular que, com certeza, muitos brasileiros já ouviram, contudo, parece que essa fala não surtiu efeito para a atual ideologia dos jovens, já que o Brasil possui, hoje, um dos maiores índices de jovens que nem estudam nem trabalham da América Latina. Essa situação é preocupante, visto que essa ociosidade pode proporcionar sérias consequências, como os problemas psicológicos para esses jovens. Ademais, é necessário salientar o papel fundamental do governo para permanência da problemática. Sendo assim, medidas que mudem esse atual quadro brasileiro são emergentes.

Em primeiro plano, evidencia-se os graves problemas psicológicos advindos dos altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil, pois essa ociosidade faz com que o cidadão sinta-se deslocado do mundo, sem objetivos ou metas, situação propícia para o desenvolvimento de sequelas psicológicas, desde a ansiedade social até casos de depressão. Dessa forma, torna-se pertinente a citação do estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ): “Durante a pandemia, revelou-se um aumento de 90% nos casos de depressão.”, visto que essa crise é um exemplo de momento na contemporaneidade, no qual os jovens foram obrigados a ficarem sem estudar e trabalhar. Então, fica claro, que a problemática possui um grande impacto para a saúde mental da população brasileira.

Outrossim, é imperativo pontuar o papel fundamental do governo para a contínua ocorrência dessa péssima realidade de muitos jovens brasileiros. Isso decorre da falta de orientação do governo para a população, de como se portar após o término do ensino médio, visto que muitos adolescentes não possuem noção do que querem fazer da sua carreira profissional, já que desconhecem as diversas opções de profissões existente no mercado. Nesse viés, os dizeres de Platão, filósofo grego, tornam-se pertinentes, “O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê…”, logo, contextualizando com a problemática, não basta que o estado ofereça livros didáticos e canetas, “as velas enfunadas”, é preciso oferecer uma real motivação aos jovens, “o vento”.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção estatal, o Ministério da Educação deve promover ações incentivadoras aos jovens para a busca de profissionalização ou de trabalho, por meio de palestras nas escolas que divulgem as diversas possíveis carreiras de trabalhos ou os inúmeros cursos de formação acadêmica existente no Brasil, a fim de motivar esses “novos adultos” para que não sejam ociosos para a sociedade. Tal ação pode, ainda, melhorar o índice de desenvolvimento brasileiro, sendo assim, prover mais qualidade de vida para a população.