A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 01/02/2022

O Estado é uma instituição política de caráter normativo que visa ao estabelecimento de normas e regras para o bom funcionamento  da sociedade. Desse modo, vale infatizar que o artigo sexto da Constituição Federal de 1988 garante, dentre outros direitos, a educação gratuíta, bem como ao emprego e bem-estar para todos os cidadãos. Contudo, o país enfrenta desafios para o alto índice de jovens que não estudam e não trabalham, seja em razão de questões políticas ou insuficiência das leis.

Em primeira análise, as questões políticas mostram-se como uma das dificuldades à resolução do problema. Conforme Aristóteles, a política tem como a função preservar o afeto entre pessoas de uma comunidade. Contrariamente, no Brasil, o alto índice de jovens que não estão trabalhando e estudando não encontra respaldo político necessário para ser solucionado. Cerca de 15% dos brasileiros estão sem emprego e as mulheres representam 54,5%, segundo IBGE. O que é preocupante pois além da lacuna de oportunidades e a grande dificuldade de ingressar no mercado de trabalho, sendo a maioria dos candidatos de baixa renda, deve-se enfrentar também, o machismo e sexismo (descriminação baseado no gênero).

Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência das leis. Infelizmente os jovens estão ficando cada vez mais desesperançosos, pois não veem oportunidades de crescimento e desenvolvimento pessoal, o que é perigoso, uma vez que esses jovens não estão incluídos na sociedade ocupando o espaço público com demandas sociais, políticas e culturais, eles vão buscar inserção em caminhos errados, como o tráfico, drogas e assim por diante. Maquiavel defende que “Mesmo leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes”. A perspectiva aponta para uma falha muito comum das sociedades: acreditar que a criação da lei em si pode resolver barreiras complexas, como a ineficiência dos decretos. Dessa maneira, observa-se a importância de cobrar aos governantes os benefícios garantidos pela regulamentação.

Logo, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É preciso que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do Poder Público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas dando toda assistência necessária. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivas, com descrição de relados dos habitantes que sofrem com esse obstáculo, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos conforme está escrito na Carta Magna.