A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 19/04/2022
É inegável a contribuição socioeconômica promovida pelo estudo e pelo trabalho, que têm trazido à sociedade importantes avanços em todos as áreas do conhecimento e do bem estar. Entretanto, é cada vez mais preocupante o número de jovens que não estão envolvidos nem com o estudo nem com o trabalho, ou seja, jovens que infelizmente não estão construindo nem seu futuro nem o de sua nação. Os motivos mais comuns são a falta de recursos financeiros e inabilidade cognitiva autopercebida.
A política econômica adotada a partir dos anos 90, fundamentada no estado minímo, com um governo regulador e não intervencionista, pode não ter sido a melhor escolha de gestão para o Brasil. Por ser uma política nova e ter muitas medidas de austeridade, a população mais pobre foi a que mais sofreu suas consequencias e, ao mesmo tempo, deixou de ser assistida pelo estado.
Sendo assim, atualmente é o reflexo de escolhas feitas há três decadas. O resultado foi escolas públicas que não competem com as escolas privadas, faltas de oportunidades, pois o mercado não apenas deixou de se autorregular, como também enfrentou duas grandes crises, uma internacional de 2008 nos Estados Unidos, e a de 2014, política e financeira, no Brasil. Resultando na redução dos postos de trabalhos, levando ao desemprego de mais de 14 milhões de brasileiros, segundo o IPEA.
A percepção que falta inteligência ao indivíduo é um dos problemas mais graves ao combate dos altos índices dos jovens nem-nem, pois é um fator socioemocional, difícil de ser tratado, pois requer um desejo de autossuperação que deve partir do individuo, que muitas vezes está inserido em ambientes familiares tóxicos.
O auxílio do Ministério da Educação e da Secretária do trabalho é imprescídivel para a superação da geração nem-nem. Através do desenvolvimento de políticas públicas tais como cotas de participação em empresas para jovens aprendizes, adoção de ensino à distância pelas universidades públicas, atendimento psicológico nas ecolas desde a fase inicial, para minimizar o prejuízo acadêmico devido às condições emocionais do aluno. Os recursos para estas políticas já existem, cabe ao Ministério uma distribuição isonômica, sem corrupçao.