A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

Enviada em 08/08/2022

A música “Que país é este? ”, da banda Legião Urbana, no trecho: “ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”, faz denúncia acerca de diversos problemas sociais, entre os quais destaca-se o alto índice de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil. Esse problema é causado, principalmente, pela ineficácia governamental e pela má influência midiática.

É lícito referenciar, a princípio, o jornalista Gilberto Dimenstein, que em sua obra, “Cidadão de Papel”, retrata um cidadão com direitos adquiridos, porém não usufruídos. Isso pela falta de condições oferecidas pelo Estado. Desse modo, no Brasil pode-se perceber que o cenário proposto pelo jornalista pode ser aplicado à forma como os jovens vêm o trabalho e a educação, uma vez que a ineficiência governamental faz com que não haja projetos efetivos de incentivo à diversidade nesses ambientes, fazendo com que apenas algumas pessoas, com perfis específicos, se adaptem a vida acadêmica ou ao mercado de trabalho.

Além disso, de acordo com o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de Democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Percebe-se, então, que a mídia, em vez de proporcionar discussões que aumentem o nível de informação da população acerca de melhores formas de estudo e perfis de empregos, tende a não abordar assuntos escolares e valoriza trabalhos em grandes empresas em detrimento de outras profissões, por exemplo. Percebe-se, então, a mídia indo de encontro ao cenário descrito pelo filósofo.

Portanto, para que os jovens tenham mais interesse na vida acadêmica e profissional, o governo federal deve instituir um comitê gestor para direcionar mais verbas a projetos que visem a adaptabilidade dos indivíduos nesses ambientes e para campanhas informativas realizadas por meio de curta-metragens e de vídeos lúdicos. Diante disso, os conteúdos serão disponibilizados gratuitamente em plataformas de fácil acesso, como o Youtube. Isso será feito a fim de remediar não somente a ineficiência governamental, mas também o silenciamento midiático.