A necessidade de combater os altos índices de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil
Enviada em 11/10/2022
A série televisiva “Eu a Patroa e as Crianças” retrata o cotidiano de uma família americana, de modo a ressaltar a condição vivenciada pelo filho mais velho que, após concluir o ensino básico, não ingressou em uma faculdade ou no ambiente laboral. Fora da ficção, a realidade retrata não se difere da perpectiva de inúmeros jovens que nem estudam e nem trabalham, o que ressalta a necessidade de combate a esse cenário. Com efeito, é imprescindível enunciar aspectos os socioculturais e a insuficiência legislativa como fundamentadores desse revés.
Em primeiro lugar, é preciso analisar como a falta de discussão acerca do assunto conduz ao tênue acesso dos jovens ao mercado de trabalho e instituições educacionais. Nessa perspectiva, conforme o sociólogo Jurgen Habermas, a razão comunicativa, ou seja, o diálogo, constitui etapa fundamental no desenvolvimento social. Contudo, a falta de estímulo ao debate acerca da importância da inserção dessa parcela social no ambiente laboral ou estudantil, coíbe o poder transformador da deliberação e, consequentemente, ocasiona a estigmação das pessoas que pertencem a essa condição como desleixados. Desse modo, discorrer criticamente sobre o problemática é o primeiro passo para a consolidação do progresso sociocultural de Habermas e dirimir as consequência desse cenário.
Ademais, é importante considerar a ineficácia estatal no que tange a criação de macanismos que coíbam esse cenário. Nesse contexto, conforme o filósofo Aristóteles, o objetivo da política é promover a vida digna aos cidadãos. Entretanto, os altos índices de jovens que não consitituem a parcela população ativa da população contrasta com a concepção do pensador, uma vez que não há políticas públicas eficientes que garantam oportunidades de inserção profissional a esses indivíduos, como a disponibilização de cursos técnicos gratuitos e emprego em instituições governamentais aos concluintes desse processo estudatil. Dessa forma, ações precisam ser executadas pelas autoridades competentes com o fito de dirimir o revés.